O 17 de agosto marca mais um aniversário da morte do General José de San Martín, uma das figuras mais importantes das guerras de independência da América do Sul. A conta do History Latinoamérica lembrou a data com uma mensagem nas redes sociais, destacando seu papel na libertação de Argentina, Chile e Peru.
Para quem não é da região, San Martín é uma figura comparável a Simón Bolívar no norte da América do Sul: um militar estrategista que dedicou sua vida a libertar os povos do domínio espanhol no século XIX.
Quem foi San Martín?
Nascido em Yapeyú, na província de Corrientes (Argentina), em 25 de fevereiro de 1778, San Martín foi militar e político. Passou a juventude na Espanha, onde serviu ao exército espanhol, mas retornou à América para liderar o movimento de independência. Seu plano era libertar o Chile e o Peru para então consolidar a independência argentina, que já havia sido declarada em 1816.
O Cruce dos Andes
Em 1817, San Martín realizou uma das maiores proezas militares da história: o Cruce dos Andes. Com cerca de 5.000 soldados, atravessou a cordilheira a mais de 4.000 metros de altitude em pleno inverno, pegando os espanhóis de surpresa. Essa manobra foi decisiva para a independência do Chile em 1818 e, depois, do Peru em 1821.
O legado do Libertador
San Martín é considerado o Pai da Pátria na Argentina e também é herói nacional no Chile e no Peru. Sua visão política ia além da independência: ele sonhava com uma América do Sul unida e soberana. Diferente de outros líderes da época, ele se afastou do poder após cumprir sua missão, recusando cargos e honrarias.
Em 1822, encontrou-se com Simón Bolívar em Guayaquil (atual Equador), em um encontro histórico cujo conteúdo exato até hoje gera debate entre historiadores. Após esse encontro, San Martín se retirou da vida pública e partiu para a Europa.
O falecimento e o retorno dos restos mortais
O 17 de agosto de 1850, San Martín faleceu em Boulogne-sur-Mer, na França, aos 72 anos, longe da América que ajudou a libertar. Seus restos mortais foram repatriados em 1880 e hoje descansam em um mausoléu na Catedral de Buenos Aires, onde todos os anos são realizadas cerimônias em sua homenagem.
Como é a comemoração na Argentina
Na Argentina, o 17 de agosto é feriado nacional. Em todo o país, especialmente na província de Mendoza (de onde partiu o Cruce dos Andes), acontecem desfiles cívico-militares, atos oficiais e homenagens. As escolas dedicam o dia a atividades sobre a vida do Libertador, e o governo costuma organizar cerimônias na Catedral de Buenos Aires.
Linha do tempo da vida de San Martín
| Data | Evento |
|---|---|
| 25/02/1778 | Nascimento em Yapeyú, Corrientes (Argentina) |
| 1812 | Retorno à Argentina e criação do Regimento de Granadeiros a Cavalo |
| 1817 | Cruce dos Andes |
| 1818 | Independência do Chile |
| 1821 | Independência do Peru e proclamação como Protetor do Peru |
| 1822 | Encontro com Simón Bolívar em Guayaquil |
| 17/08/1850 | Falecimento em Boulogne-sur-Mer, França |
| 1880 | Repatriação dos restos mortais para Buenos Aires |
A comemoração deste ano chega em um momento de revalorização dos heróis nacionais na América Latina. Segundo informou o History Latinoamérica em sua conta no Twitter em 17 de agosto de 2026, a data é uma oportunidade para refletir sobre os valores de liberdade e união que San Martín defendeu até o fim da vida.