Em um clássico rosarino cheio de tensão, Rosario Central e Newell's Old Boys empataram em 1 a 1 no Gigante de Arroyito. O Canalla vencia com uma voleada de Gastón Ávila, mas Matías Cóccaro empatou nos acréscimos após revisão do VAR. O resultado encerra uma sequência de seis derrotas consecutivas da Lepra e acende o alerta no Central.

Um clássico que não decepcionou em emoções

No 6 de setembro de 2026, o estádio Gigante de Arroyito, em Rosário, Argentina, foi palco de mais uma edição do clássico rosarino entre Rosario Central e Newell's Old Boys. A partida, válida por uma nova rodada do futebol argentino, terminou com um empate em 1 a 1 que deixou sensações opostas: alívio para a Lepra, raiva e preocupação para o Canalla.

O jogo, arbitrado por Yael Falcón Pérez, com Lucas Novelli no VAR e Gastón Suárez como AVAR, teve um desenvolvimento equilibrado, mas com momentos de alta tensão, especialmente no final.

Primeiro tempo: domínio canalla e golaço de Ávila

O Rosario Central entrou em campo com postura decidida, pressionando a saída de bola e criando as melhores oportunidades. O domínio se refletiu no placar aos 45 minutos do primeiro tempo, quando Gastón Ávila acertou uma voleada espetacular com a perna esquerda, sem chances para o goleiro adversário. O Gigante explodiu em alegria, e a equipe de Jorge Almirón foi para o intervalo com a vantagem justa pelo que apresentou em campo.

O Newell's, por sua vez, teve um primeiro tempo fraco, sem conseguir trocar passes com qualidade e com problemas defensivos para conter os avanços locais. A Lepra pouco assustou o gol do Central, e o time de Kudelka precisava de uma mudança de postura para a etapa final.

Segundo tempo: reação leprosa e final agônico

Na etapa complementar, o Newell's mostrou outra cara. Kudelka mexeu no time, e as entradas de Mateo García, Gómez Mattar, Russo, Ramírez e Scarpeccio deram frescor e maior presença ofensiva à equipe. O Central, por outro lado, se fechou e apostou em segurar o resultado, mas o desgaste físico e a pressão visitante começaram a fazer efeito.

O empate saiu na última jogada da partida, aos 46 minutos do segundo tempo, em uma jogada que parecia controlada: lançamento longo, cabeceio de Scarpeccio, assistência de Ramírez e finalização de Matías Cóccaro para decretar o 1 a 1. A festa tomou conta do setor visitante, mas a alegria durou pouco: o árbitro anulou o gol por impedimento, porém o VAR interveio e confirmou a conquista após revisar a jogada.

A decisão gerou uma onda de protestos de jogadores e comissão técnica do Central, e a torcida local respondeu atirando objetos ao campo, o que exigiu a intervenção da segurança para restabelecer a ordem.

Declarações de Cóccaro: raiva e orgulho

O autor do gol de empate, Matías Cóccaro, falou após a partida e deixou clara sua posição: “Viemos buscar a vitória, planejamos um jogo para vir buscá-la e não conseguimos. Eu sabia que estava habilitado, muita raiva, viemos para ganhar”. O atacante destacou a importância do clássico e o apoio incondicional da torcida, que nunca deixou de incentivar apesar das adversidades.

Para o Newell's, este empate tem um valor anímico enorme, pois encerra uma sequência de seis derrotas consecutivas diante do rival histórico. Para o Central, o resultado aumenta o descontentamento com o técnico Jorge Almirón, cujo trabalho está cada vez mais questionado pela falta de resultados em jogos decisivos.

Um clássico com poucas emoções, mas muita tensão

A partida não foi um show de futebol: apenas uma finalização ao gol para o Central e um mano a mano para o Newell's durante todo o jogo. No entanto, a tensão e a intensidade típicas de um clássico estiveram presentes do início ao fim. Além disso, os torcedores do Newell's prestaram uma homenagem a Lionel Messi durante a partida, um gesto que emocionou os presentes e repercutiu nas redes sociais.

Com este resultado, ambas as equipes somam um ponto que parece pouco para o Central e muito para o Newell's. O clássico rosarino, mais uma vez, mostrou que não há favoritos e que a paixão é vivida ao máximo em cada jogada.