Dado oficial de julho
O Ministério da Economia informou nesta quinta-feira, 13 de agosto de 2026, que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou em julho uma variação de 2,1%, enquanto o IPC Núcleo – que exclui bens e serviços com sazonalidade e regulados – subiu 1,8%. O anúncio foi feito através da conta oficial da pasta no X (antigo Twitter), com uma mensagem que destacou ambos os valores.
O dado, que corresponde à medição nacional do INDEC (Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina), ficou levemente acima do 2% projetado pelo REM (Relevamento de Expectativas de Mercado) do Banco Central. Assim apontou o analista Pancho Ojám em sua conta no X, que também detalhou que a inflação de julho interrompe três meses consecutivos de desaceleração.
O que é o IPC Núcleo?
O IPC Núcleo é um indicador que mede a variação de preços de um conjunto de bens e serviços que não estão sujeitos a fatores sazonais (como frutas ou verduras) nem a regulação estatal (como tarifas de serviços públicos). Ao excluir esses componentes, reflete a tendência de fundo da inflação, por isso seu valor de 1,8% sugere que a pressão subjacente permanece contida, inclusive abaixo do nível geral.
Pressões sazonais e serviços
Segundo a análise de Ojám, em julho observou-se uma pressão dos preços sazonais (4,5%) e dos serviços (3,1%). O setor que mais subiu foi Recreação e cultura, com 5,0%. Esses dados explicam por que o IPC geral superou o núcleo, já que os componentes mais voláteis tiveram um comportamento altista.
Reações nas redes
A publicação do Ministério da Economia gerou diversas reações. O usuário Leonardo Griffo celebrou os valores e os atribuiu à gestão do presidente Javier Milei, enquanto outros usuários como @no_retornable criticaram a gestão mencionando o salário de gerentes da ENARGAS. O próprio Ojám, com tom técnico, destacou que a inflação núcleo continua abaixo do nível geral, o que pode ser um sinal positivo para a tendência futura.
Contexto e expectativas
Com esse dado, a inflação acumulada nos primeiros sete meses de 2026 fica em um nível que ainda não foi oficializado pelo INDEC, mas que pode ser estimado a partir das variações mensais anteriores. O mercado esperava uma desaceleração maior, mas o 2,1% marca um freio nessa tendência. O próximo relatório do INDEC, que será divulgado em setembro, será chave para avaliar se a inflação retoma a trajetória descendente ou se estabiliza em torno de 2% mensal.
O dado de julho é relevante para as decisões de política monetária e para as negociações de preços e salários. O governo, por sua vez, insiste que a inflação núcleo é o indicador mais confiável para medir o sucesso do plano econômico.