O Índice de Preços Internos ao Atacadista (IPIM) da Argentina registrou um aumento de 2,1% em agosto de 2026, reflexo da alta nos custos energéticos. No entanto, há motivos para otimismo: a inflação de produtos manufaturados atingiu seu nível mais baixo para um mês de agosto desde 2016, sinalizando uma recuperação gradual da indústria nacional.

Entendendo a Economia Argentina: O Impacto Atacadista

De acordo com dados do INDEC (o órgão oficial de estatísticas da Argentina) e reportados pelo jornal Clarín, o Índice de Preços Internos ao Atacadista (IPIM) subiu 2,1% em agosto de 2026.

💡 O que é o IPIM?
Para quem não está familiarizado com a economia argentina, o IPIM mede a variação de preços dos produtos vendidos no atacado. Ele é um termômetro crucial, pois representa o custo que os lojistas e distribuidores pagam. Quando este índice sobe, há uma tendência de que esses custos sejam repassados ao consumidor final nas prateleiras dos supermercados (o chamado IPC ou inflação varejista).

🚀 Fatores que Impulsionaram a Alta

O aumento de agosto representou uma aceleração de 1,3 pontos percentuais em relação a julho (que foi de 0,8%), sendo o maior salto desde maio (2,5%). O grande vilão do mês foi o setor de energia:

Petróleo e Gás +8%
Agropecuária +2,2%
Alimentos e Bebidas +1,4%
Refinados de Petróleo +1%

Um detalhe importante para investidores e observadores: os produtos importados tiveram um impacto maior, subindo 2,9%, enquanto os produtos nacionais subiram 2,1%.

📊 Resumo da Inflação
Interanual (12 meses) 29,8%
Acumulado 2026 19,1%
IPIM Agosto 2,1%
IPC Agosto (Varejo) 1,7%

🌟 Uma Luz no Horizonte Industrial

O Ministro da Economia, Luis Caputo, destacou que o incremento dos produtos manufaturados (1,3%) foi o mais baixo registrado para um mês de agosto desde 2016. Isso sugere que a indústria argentina está encontrando um caminho de estabilidade nos custos de produção.

🏗️ Construção na Grande Buenos Aires (GBA)

O Índice de Custo da Construção (ICC) subiu 2,5% no mês, influenciado por:

Mão de obra (Acordo UOCRA) +3,2%
Gastos gerais (Energia Elétrica) +2,2%
Materiais (Gesso e Pintura) +1,7%

O acumulado interanual do ICC chegou a 33,2%.

⚠️ Alertas Anuais Críticos

Nos últimos 12 meses, os setores energéticos e pesqueiros foram os que mais pressionaram a economia:

Categoria Variação Anual
Refinados de Petróleo52,8%
Petróleo bruto e gás51,9%
Produtos Pesqueiros49,3%
Energia Elétrica48,8%

Em contrapartida, equipamentos de rádio e TV mostraram estabilidade, subindo apenas 10,6%.