O euro continua sua trajetória de descida e registrou uma nova queda de 0,13% frente ao dólar, situando-se em $1,1206. Esta tendência baixista reflete uma Europa mergulhada na fragilidade política e no temor quanto ao colapso da dívida pública francesa.
O Risco Francês
Emmanuel Moulin, governador do Banque de France (o Banco Central da França), lançou um alerta severo: a segunda maior economia da zona do euro poderia ficar "estrangulada" pelas taxas de juros se não houver uma redução urgente do déficit fiscal.
A situação na França é volátil. O governo enfrenta uma onda de protestos sociais que mobiliza enfermeiros, professores e estudantes, unidos contra os cortes orçamentários em um clima pré-eleitoral tenso. Esta instabilidade já impactou os mercados, provocando uma venda massiva de títulos públicos (bonos) franceses.
Contexto: Analistas vigiam agora o "efeito contágio". Eles monitoram o diferencial de taxas entre a dívida da França e da Alemanha, pois qualquer salto brusco poderia desestabilizar outros países periféricos da Europa e até o Reino Unido.
Alemanha: O motor industrial começa a falhar
Enquanto a França lida com a instabilidade política, a Alemanha sofre o golpe econômico. Os pedidos nas fábricas sofreram um desplome superior ao previsto durante o mês de agosto:
O Contraste Global: O Fenômeno Nvidia
No outro lado do mundo, o otimismo tecnológico sustenta os mercados. O Nikkei do Japão subiu impulsionado pelo rali dos Estados Unidos, onde a Nvidia alcançou uma valorização recorde de 5,76 trilhões de dólares.
Este movimento ocorre em um cenário complexo para os EUA:
Emprego
O crescimento foi menor que o esperado, o que reduz as chances de que o Federal Reserve (o Banco Central americano) aumente as taxas de juros.
Títulos (Treasuries)
Os rendimentos do Tesouro americano a 10 e 30 anos atingiram máximos de 24 anos.
Fonte: IMAGO