Um adeus que abala o mundo da música
A notícia do falecimento da icônica Dolly Parton em 25 de agosto de 2026, aos 80 anos, após uma breve batalha contra o câncer, gerou uma onda de homenagens globais. Entre tantos artistas que expressaram seu pesar, as palavras de Miley Cyrus, sua afilhada e parceira de palco, foram as que conseguiram capturar a essência do vínculo, transcendendo o talento musical e adentrando o terreno do íntimo e do pessoal.
Com uma mensagem no Instagram, Cyrus compartilhou seu luto e admiração:
“O sentimento de perder minha tia Dolly está além do que parece certo compartilhar. Nossos momentos mais sagrados foram privados e ficarão lá, nos bastidores, sob o glamour e entre nossos corações”.
Mas nem tudo era tristeza. Cyrus também destacou o otimismo que caracterizava Parton: “Sei que ela gostaria que eu sentisse, escrevesse uma música sobre isso e depois continuasse e fosse forte”.
Um laço que ia além da música
A relação entre Cyrus e Parton é uma das mais emblemáticas do showbiz. Antes de Miley nascer, seu pai, Billy Ray Cyrus, pediu a Parton que fosse sua madrinha, papel que ela assumiu na hora. Mas sua influência na cultura pop se tornou ainda mais forte quando Parton interpretou “Tia Dolly” na série do Disney Channel, Hannah Montana, em que a personagem de Cyrus, Miley Stewart, tinha o mesmo nome.
Na verdade, a relação não era apenas artística: em 2024, as duas confirmaram que eram parentes distantes, ao descobrirem um ancestral em comum do século XVIII. Um vínculo que misturava sangue e arte.
Miley Cyrus sobre Dolly: uma confissão desde 2013
Numa entrevista à Rolling Stone em 2013, Cyrus já tinha deixado clara a enorme influência de Parton em sua vida e carreira:
“Dolly sabe quem ela é. Ela é inteligente. Não é só uma loira de peitos grandes: é uma gênia por trás de tudo isso. Veio do nada e hoje é conhecida no mundo todo.”
Um conselho que a mãe do pop sempre lembrava, e que Cyrus hoje retoma: “Não deixe que as pessoas te julguem. Não leia os comentários e fique nervosa. Saiba quem você é”.
A despedida: um legado que permanece
No final da mensagem, Miley Cyrus fez uma verdadeira despedida: “Eu sempre a amarei e quero fazê-la orgulhosa. Tenho um anjo ao meu lado. Sempre tive.”
As homenagens a Dolly Parton não foram só de Cyrus. Taylor Swift, Beyoncé, Paul McCartney, Jelly Roll, Brandi Carlile, Eminem e Jack White também se despediram, sem esquecer os ex-presidentes e o atual presidente dos EUA. Seu impacto na música, no cinema e na filantropia é inegável.
O mundo da música se despede de uma lenda, mas também fica com a esperança de que sua essência continua viva em quem a amou. Como disse Miley, as coisas mais bonitas estarão em todos os lugares. Uma luz que nunca se apagará.