Um abalo de 7,7 sacode a ilha de Flores
Na madrugada de 15 de agosto de 2026, às 5h58 (horário local), um terremoto de magnitude 7,7 atingiu a costa da ilha de Flores, na província de Nusa Tenggara Oriental, Indonésia. O epicentro foi localizado a 68 km a noroeste da cidade de Ende, a uma profundidade de 10 km, segundo o Serviço Geológico dos EUA (USGS).
O tremor gerou um alerta de tsunami que foi posteriormente suspenso pela Agência de Meteorologia, Climatologia e Geofísica da Indonésia (BMKG). Mesmo assim, as autoridades orientaram a população a se deslocar para terrenos elevados e evitar praias e áreas costeiras.
Dados rápidos do sismo
| Magnitude | 7,7 |
| Data | 15/08/2026 |
| Hora local | 5h58 |
| Epicentro | 68 km a noroeste de Ende |
| Profundidade | 10 km |
| Alerta de tsunami | Emitido e depois suspenso |
Impacto e evacuações
Cerca de 500 mil pessoas estiveram expostas a tremores fortes ou severos, capazes de causar danos leves a moderados em construções bem feitas e graves em estruturas precárias, de acordo com o USGS. Vídeos nas redes sociais mostram prédios desabando e moradores correndo em pânico.
No Seminário Maior Católico de São Pedro, na vila costeira de Sikka, o teto de um salão desabou durante uma missa. O reitor, reverendo Guidelbertus Tanga, informou que pelo menos um padre sofreu fratura na perna após pular do segundo andar.
Por que a Indonésia é tão suscetível a terremotos?
A Indonésia é um arquipélago com mais de 17 mil ilhas e fica no Círculo de Fogo do Pacífico, uma área de intensa atividade sísmica e vulcânica. O país já enfrentou tragédias como o terremoto de 2004 (magnitude 9,1) que gerou um tsunami com mais de 220 mil mortos, e o de 2018 em Palu (magnitude 7,5) que deixou 2.200 vítimas.
O abalo de 15 de agosto foi o mais forte na região nos últimos 30 dias, segundo o Centro Sismológico Europeu-Mediterrâneo (EMSC). Réplicas de 5,6 e 5,9 foram registradas após o evento principal.
Até o momento, não há vítimas fatais confirmadas, mas os danos materiais são significativos. As autoridades continuam monitorando a situação e pedem que a população permaneça atenta a novas réplicas.