Diego Rosen, de 51 anos, foi preso em uma operação conjunta após o múltiplo homicídio que chocou a cena musical. O empresário argentino é apontado como autor material e intelectual do assassinato do tecladista do Camilo Séptimo, sua esposa grávida, sua filha e uma trabalhadora doméstica.

Um crime que abalou o México: a justiça mexicana deu um passo crucial na investigação do assassinato brutal que chocou o mundo da música independente. Diego Sebastián Rosen Ferlini, empresário argentino de 51 anos, foi detido em 2 de setembro de 2026 como principal suspeito do homicídio do músico Jonathan Meléndez, tecladista e fundador da banda Camilo Séptimo, juntamente com sua esposa grávida, sua filha de 3 anos e uma empregada doméstica.

OPERAÇÃO POLICIAL

Como ocorreu a captura

Rosen foi interceptado na rodovia México-Toluca, na área conhecida como La Marquesa, no município de Ocoyoacac. A operação, realizada em menos de 24 horas após a descoberta dos corpos, foi coordenada pela Procuradoria Geral de Justiça do Estado do México (FGJEM), com o apoio da Secretaria de Segurança e Proteção Cidadã (SSPC) e da Secretaria de Segurança Cidadã da Cidade do México.

Na mesma ação, também foi preso Gerardo Cisneros Bejarano, identificado como cúmplice. Ambos ficaram à disposição das autoridades, que seguem investigando para determinar o motivo exato do crime.

CENA DO CRIME

O horror no condomínio Grand Viure

Os fatos ocorreram em 1º de setembro de 2026, entre 17h30 e 19h40, em um apartamento do condomínio Grand Viure, na Zona Esmeralda de Atizapán de Zaragoza. As vítimas foram encontradas às 23h50 do mesmo dia, amarradas com fita adesiva.

O saldo foi devastador: Jonathan Samuel Meléndez Ochoa, 38 anos; sua esposa Ana Paula, 35 anos, grávida de 4 meses; a filha do casal, Sofía, de apenas 3 anos; e a jovem Aleyda Romero, 21 anos, que trabalhava na casa. O cão da família também foi morto, amarrado da mesma forma que os humanos.

As autoridades informaram que as vítimas tinham ferimentos por disparos na cabeça. O da menina foi feito à queima-roupa, enquanto Aleyda levou um tiro nas costas. Um filho do casal, de 6 anos, foi encontrado com vida e sem ferimentos – uma luz de esperança em meio à tragédia.

Relação de confiança que terminou em massacre

A chave para o esclarecimento está no vínculo comercial entre Rosen e Meléndez. Ambos eram sócios em um negócio de aluguel de temporada, o que teria permitido ao suspeito entrar na residência sem forçar a porta. Não foram encontrados sinais de arrombamento, reforçando a hipótese de que as vítimas conheciam os agressores.

MOTIVAÇÃO ECONÔMICA

Disputa por 300 mil pesos

Segundo fontes da investigação, o possível motivo seria uma disputa financeira de 300.000 pesos mexicanos (cerca de 15 mil dólares). Rosen teria planejado o crime para eliminar o sócio e ficar com os ativos ou evitar o pagamento da dívida.

As investigações também revelaram que o argentino era dono de uma empresa de viagens chamada NOMAD Adventures, que operava sob os nomes '+ Relax' e 'NOMAD P.M.'. A empresa havia sido denunciada nas redes sociais por supostos golpes em aluguéis de temporada em destinos como Valle de Bravo, Acapulco e Tepoztlán, em valores que superam 400.000 ou 500.000 pesos mexicanos.

REPERCUSSÃO MUSICAL

Comoção na cena independente

A notícia caiu como uma bomba na indústria musical independente. Camilo Séptimo, banda formada em 2013 que tem quatro álbuns e mais de 1,4 milhão de ouvintes mensais no Spotify, publicou uma mensagem de despedida nas redes sociais, pedindo justiça.

O caso gerou forte debate no México sobre segurança em condomínios de luxo e a vulnerabilidade de figuras públicas diante de conflitos comerciais. As autoridades garantem que vão investigar a fundo para que não restem dúvidas sobre a responsabilidade dos detidos.

Fonte original: El Litoral