Um caso que abala Resistencia
A cidade de Resistencia, capital da província de Chaco, no norte da Argentina, está consternada com o assassinato de Matías Julián Álvarez Guardia, um jovem de 29 anos que perdeu a vida de forma trágica no dia 2 de agosto de 2026.
Segundo informações de meios locais como TN e Infobae, a principal suspeita é sua namorada, Victoria Luz Cantero (25), que foi detida e aguarda ser interrogada pela Justiça.
Os fatos na madrugada de domingo
O trágico evento ocorreu em uma residência na rua Donovan, 1400. De acordo com a família da vítima, Cantero teria entrado na madrugada de domingo, supostamente após fazer uma cópia das chaves, e atacou Álvarez Guardia enquanto ele dormia. "Não teve tempo de se defender", relatou entre lágrimas Noelia Guardia, irmã do jovem, afirmando que a facada no lado direito do tórax foi precisa.
Após o ataque, o irmão da acusada, Facundo Cantero — que também era amigo da vítima —, levou Matías às pressas ao Hospital Julio C. Perrando em um automóvel Chevrolet Aveo cinza escuro (placa LJU-372). Segundo o meio Diário Norte, o veículo foi apreendido em 3 de agosto por determinação da Promotoria Penal nº 2 para perícias.
Apesar de ter sido submetido a cirurgia, o jovem faleceu na sala de operações quatro minutos após dar entrada, devido a choque hipovolêmico e parada cardiorrespiratória por lesão jugulosubclávia.
Histórico de violência e alertas nas redes
A família de Matías relatou que o relacionamento de aproximadamente dois anos e meio foi marcado por ciúmes, controle e episódios de violência física. "Ele fez denúncias e solicitou uma medida protetiva de distanciamento, mas não prosperou. Ela quebrava seus telefones. Inclusive, quebrou a caminhonete dele com um tijolo", afirmou Noelia. Letícia, outra irmã, detalhou que Matías aparecia com hematomas que ele justificava para protegê-la, pois foi criado com a ideia de que não se bate em uma mulher.
Além disso, ganharam relevância publicações da acusada em suas redes sociais de dezembro de 2025: "Eu só quero amar e maltratar o mesmo homem pelo resto da minha vida" e "Não entendo as que levam um labubu na bolsa, eu levaria uma glock". Seus perfis foram fechados na segunda-feira à tarde.
A defesa e a instrução judicial
Por sua vez, o advogado de defesa Marco Molero, que assume a representação de Cantero junto com Lucas Ignacio Bosch, descreveu sua cliente como "uma garota apagada, compungida e pesarosa" e descartou antecedentes criminais. Além disso, sugeriu uma possível linha de defesa, indicando que o ataque poderia ter sido uma "manobra defensiva" diante de uma agressão prévia.
A promotora Ana Graciela González de Pacce avança com a coleta de depoimentos. Em sua primeira declaração, Cantero teria afirmado que recebeu uma ligação de um amigo e, ao chegar, encontrou o namorado ferido na calçada. Nesta terça-feira, 4 de agosto, a acusada será levada ao tribunal para prestar depoimento como indiciada por homicídio qualificado pelo vínculo, crime que prevê pena de prisão perpétua na Argentina.
Fontes: TN, Infobae, Diário Norte.