Após mais de um mês de incerteza, Micaela Albornoz, a rosarina de 32 anos desaparecida em 24 de junho, foi encontrada sã e salva no Consulado Argentino de Florianópolis. O achado ocorreu quando ela pediu ajuda financeira para viajar a São Paulo apresentando um documento de identidade alheio.

O final que todos esperavam: Micaela está viva

A angústia de mais de 40 dias terminou com uma notícia que encheu de alívio toda a cidade de Rosário, na Argentina. Micaela Albornoz, de 32 anos, foi localizada sã e salva no Brasil.

A jovem, vista pela última vez em 24 de junho de 2026 ao sair de sua casa no bairro Tablada, em Rosário, foi encontrada neste 3 de agosto no Consulado Argentino em Florianópolis, capital do estado de Santa Catarina. Sua aparição representa um triunfo da perseverança familiar e do trabalho coordenado das forças de segurança argentinas.

A reviravolta inesperada: um documento alheio e um pedido de ajuda

O mistério de seu paradeiro começou a se resolver quando Micaela se apresentou voluntariamente na sede diplomática para solicitar assistência financeira com o objetivo de viajar a São Paulo. Para realizar o trâmite, exibiu um documento de identidade (DNI) que não lhe pertencia, mas sim de uma vizinha de seu bairro em Rosário.

Esse documento estava sendo rastreado pelo Ministério da Justiça e Segurança de Santa Fé, província argentina onde Rosário está localizada. Ao inserir os dados no sistema, disparou-se o alerta de que a titular do documento tinha um pedido de localização na Argentina. Para confirmar sua identidade de forma inequívoca, o pessoal consular procedeu à comparação de impressões digitais.

O alívio da família

A notícia chegou à sua família por volta das 16h (horário local). Claudia, a mãe de Micaela, não escondeu sua emoção: 'Estou contente, sonhava com isso, estou feliz porque encontraram minha filha. Estou angustiada, mas pela felicidade de saber que está viva, que está bem, e quero dizer que a amo e que estou ansiosa para abraçá-la'.

Seu irmão Alejo recebeu uma ligação do cônsul argentino, que lhe mostrou uma imagem em que se via Micaela sentada e se alimentando. 'Ela estava tranquila, parecia bem. Agora estamos insistindo com o governo para a repatriação', expressou.

O árduo caminho da investigação

Durante esses 40 dias, a busca atravessou múltiplas províncias argentinas e gerou um grande desdobramento. O entorno da jovem havia alertado que ela enfrentava problemas de saúde mental, o que aumentava a complexidade do caso. O percurso incluiu:

  • Córdoba: Foram detectados movimentos em sua conta bancária e ela foi detida brevemente pela polícia local.
  • Santa Fé: Câmeras de segurança a captaram na rodovia 34, em Cañada Rosquín, no final de julho.
  • Santiago del Estero e Misiones: Em 28 de julho, comprou passagens com o documento alheio para Santiago del Estero, embora a última pista a localizasse em Misiones, na fronteira com o Brasil.

O governo de Santa Fé havia oferecido uma recompensa de 10 milhões de pesos argentinos e o Ministério da Segurança da Nação outros 5 milhões de pesos argentinos para quem fornecesse dados precisos. A busca alcançou nível internacional por meio de uma notificação amarela da Interpol emitida pela Promotoria de Córdoba.

O que acontece agora?

O secretário de Gestão Institucional do Ministério da Justiça e Segurança de Santa Fé, Federico Angelini, confirmou que Micaela está em bom estado. Agora, seu retorno ao país depende da Justiça e das gestões diplomáticas entre a Chancelaria argentina e sua contraparte brasileira.

O governador Maximiliano Pullaro havia instruído a colocar todas as ferramentas do Estado para encontrá-la sã e salva, objetivo que hoje foi cumprido. A família aguarda ansiosamente o momento do reencontro.