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Senado argentino decide em 6 de agosto sobre polêmica lei de terras e expropriações

30/07/2026 09:27 - Politica

O cenário no Senado

Na quinta-feira, 6 de agosto de 2026, o Senado argentino retomará a sessão para votar a sanção da Lei de Inviolabilidade da Propriedade Privada. De acordo com o site El Destape, o governo de Javier Milei precisa de 37 votos para aprovar a medida. A chefe do bloco da La Libertad Avanza (LLA), Patricia Bullrich, afirmou confiar na aprovação, embora as negociações continuem. O projeto, impulsionado também pelo ministro Federico Sturzenegger, sofreu um adiamento em julho por falta de consenso, logo após a vitória argentina na Copa do Mundo de 2026 e a repercussão da bandeira das Malvinas.

Senadores a favor do projeto

Lista de legisladores que apoiariam a iniciativa, conforme informações divulgadas:

  • Bartolomé Abdala (San Luis)
  • Patricia Bullrich (CABA)
  • Agustín Monteverde (CABA)
  • Luis Juez (Córdoba)
  • Cármen Álvarez Rivero (Córdoba)
  • Joaquín Benegas Lynch (Entre Ríos)
  • Romina Almeida (Entre Ríos)
  • Rodolfo Suárez (Mendoza)
  • Mariana Juri (Mendoza)
  • Juan Cruz Godoy (Chaco)
  • Francisco Paoltroni (Formosa)
  • Ezequiel Atauche (Jujuy)
  • Vilma Bedia (Jujuy)
  • Juan Carlos Pagotto (La Rioja)
  • Nadia Márquez (Neuquén)
  • Pablo Cervi (Neuquén)
  • Enzo Fullone (Río Negro)
  • María Emilia Orozco (Salta)
  • Gonzálo Guzmán Coraita (Salta)
  • Bruno Olivera (San Juan)
  • Ivanna Arrascaeta (San Luis)
  • Agustín Coto (Tierra del Fuego)
  • María Belén Montes de Oca (Tierra del Fuego)
  • Martín Goerling Lara (Misiones)
  • Andrea Cristina (Chubut)
  • María Victoria Huala (La Pampa)

Legisladores indecisos

A União Cívica Radical (UCR) e outros blocos geram incerteza:

  • Eduardo Vischi (Corrientes)
  • Maximiliano Abad (PBA)
  • Carolina Losada (Entre Ríos)
  • Eduardo Galaretto (Entre Ríos)
  • Flavio Fama (Catamarca)
  • Silvana Schneider (Chaco)
  • Mercedes Gabriela Valenzuela (Corrientes)
  • Daniel Kroneberger (La Pampa)
  • Carlos Espínola (Corrientes)
  • Beatríz Ávila (Tucumán)
  • Flavia Royón (Salta)
  • Julieta Corrozza (Neuquén)
  • Edith Terenzi (Chubut)

O que muda na Lei de Terras

A proposta do governo visa eliminar o limite de 15% de estrangeirização em nível nacional, provincial e departamental, o que poderia triplicar a área de solo argentino em mãos estrangeiras, segundo alertas da oposição. Além disso, seria revogado o artigo 10 da Lei 26.737, que proíbe estrangeiros de possuir terras com corpos d'água importantes ou localizadas em zonas de fronteira. Isso permitiria a aquisição de terras com lagos, florestas nativas, cordilheiras com minerais críticos e áreas de fronteira sensíveis.

Impacto na Lei de Expropriações e na luta operária

Segundo o site Prensa Obrera, o projeto também atinge a Lei 21.499 de Expropriações. As mudanças reforçam a defesa dos interesses patronais, criando obstáculos para declarar um bem de utilidade pública e incluindo o pagamento de lucro cessante, algo explicitamente excluído na norma atual.

Além disso, o projeto limita a 90 dias a figura de ocupação temporária, uma ferramenta usada por trabalhadores diante do fechamento de fábricas, como no caso emblemático dos operários da Fate e do Sutna, que ocupam a planta desde 18 de fevereiro de 2026 contra demissões. A reforma deixaria essa decisão exclusivamente nas mãos do Poder Executivo Nacional, desincentivando economicamente qualquer expropriação.

Resistência do radicalismo e mobilização social

O jornal Infobae destacou que o Comitê Nacional da UCR, liderado por Leonel Chiarella, emitiu um comunicado rejeitando a iniciativa por comprometer a soberania nacional e os recursos estratégicos. Sem pelo menos 9 votos radicais, o governo pode não alcançar os 37 necessários.

Diante disso, a oposição e diversas organizações sociais convocaram uma grande mobilização para a Praça do Congresso no dia 6 de agosto. Agrupamentos, partidos de esquerda e figuras públicas como a cantora Lali Espósito chamaram a população para marchar contra a lei, que também agiliza despejos e modifica o manejo do fogo.

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A Coluna de Alfredo Alfredo S. Quiroga

Alfredo S. Quiroga