22/06/2026 09:44 - Sociales
Docentes con pancartas y banderas argentinas durante una protesta sindical frente a un edificio gubernamental, reclamos salariales visibles, ambiente de manifestación educativa
A Asociación Gremial del Magisterio de Entre Ríos (AGMER) — o principal sindicato de professores desta província argentina localizada a norte de Buenos Aires, na região mesopotâmica — resolveu realizar uma greve docente provincial na próxima quarta-feira, 24 de junho. A decisão foi tomada pela ausência de respostas do Governo provincial após o fechamento da negociação salarial de maio.
A medida de força ocorre no contexto de uma crescente tensão social pela reforma previdenciária que impulsiona o governador Rogelio Frigerio — figura política de destaque que anteriormente serviu como Ministro do Interior durante o governo de Mauricio Macri (2015-2019). A greve coincidirá com as ações da Multissetorial em Defesa da Caixa, que prevê mobilizações em diferentes pontos do território entrerriano.
A reforma previdenciária segue seu trâmite na Câmara de Senadores de Entre Ríos — o legislativo provincial com sede na capital Paraná. Esta terça-feira, 23 de junho, continuarão as exposições com a participação de representantes das três ligas de prefeitos (intendentes): a Liga de Intendentes Justicialistas (do Partido Justicialista ou peronismo), a Liga de Intendentes Vecinalistas e a Liga de Intendentes de Juntos por el Cambio (a coalizão de centro-direita que governou a Argentina entre 2015-2019).
O projeto de 46 artigos declara o estado de emergência econômica e financeira do sistema previdenciário provincial até 31 de dezembro de 2027, prorrogável. Entre as modificações mais questionadas encontram-se:
| Ponto | Situação atual | Projeto proposto |
|---|---|---|
| Idade de aposentadoria | 60 anos (mulheres) / 65 anos (homens) | 65 anos unificado (68 para novos contribuintes) |
| Anos de contribuição | 30 anos | 35 anos |
| Cálculo do benefício | Últimos 10 anos | Últimos 240 meses (20 anos) |
| Mobilidade | Espelho com trabalhadores ativos | Segundo negociação geral |
A secretária adjunta da UPCN Entre Ríos (sindicato de trabalhadores públicos), Carina Domínguez, advertiu que "se não houver modificações, o projeto de reforma é inviável" e expressou preocupação pelos trabalhadores próximos de se aposentar que poderiam ter as regras alteradas no último trecho de sua carreira laboral.
Convocatória urgente para discussão salarial
Não à reforma previdenciária
Incremento de verbas para refeitórios escolares
Maior investimento em infraestrutura educativa
A Multissetorial em Defesa da Caixa — uma coalizão de sindicatos e organizações sociais que defendem a "Caja de Jubilaciones" (o instituto de previdência provincial de Entre Ríos) — entregou mais de 50.000 assinaturas em rejeição à reforma previdenciária. Organismos como a ACIJ (Associação Civil para a Igualdade e a Justiça), CELS (Centro de Estudos Legais e Sociais), Anistia Internacional e outras organizações civis expressaram sua preocupação pelo impacto que poderiam ter as modificações sobre os benefícios de trabalhadores e aposentados.
Desde a AGMER sinalizaram que "o empobrecimento dos trabalhadores docentes, o alto índice de endividamento do salário de ativos e aposentados, o pluriemprego e a sobrecarga laboral fazem com que a situação seja insustentável".
Entre Ríos é uma província argentina localizada na região mesopotâmica, entre os rios Paraná e Uruguai, faz fronteira com o Uruguai. Sua capital é Paraná e é conhecida por seus parques nacionais, termas e produção agrícola. AGMER é o sindicato majoritário de professores desta província, fundado em 1988, que representa mais de 30.000 trabalhadores da educação.
Fontes: El Once | Uno Entre Ríos | El Once - UPCN
Alfredo S. Quiroga