ÚLTIMAS
Coreia do Sul vai treinar 500.000 soldados como operadores de drones Onda de calor histórica na Europa: a pior já registrada e 'impossível' sem crise climática Expedição descobre 31 novas espécies em duas semanas na costa brasileira Venezuela: terremotos deixam 920 mortos e mais de 50.000 desaparecidos Canadá lança concurso para salvar residência do PM infestada por ratos Mujer condenada a 3 años de prisión por criticar al gobierno de Somalia en redes sociales Ebola no Congo: quase 300 infectados estão desaparecidos Dieta ou exercício? O que realmente funciona para emagrecer Alerta de HIV na Argentina: 30% dos novos diagnósticos são de pessoas que nunca fizeram o teste Dores de cabeça, náuseas e dedos dormentes: quando esses sintomas podem ser perigosos Coreia do Sul vai treinar 500.000 soldados como operadores de drones Onda de calor histórica na Europa: a pior já registrada e 'impossível' sem crise climática Expedição descobre 31 novas espécies em duas semanas na costa brasileira Venezuela: terremotos deixam 920 mortos e mais de 50.000 desaparecidos Canadá lança concurso para salvar residência do PM infestada por ratos Mujer condenada a 3 años de prisión por criticar al gobierno de Somalia en redes sociales Ebola no Congo: quase 300 infectados estão desaparecidos Dieta ou exercício? O que realmente funciona para emagrecer Alerta de HIV na Argentina: 30% dos novos diagnósticos são de pessoas que nunca fizeram o teste Dores de cabeça, náuseas e dedos dormentes: quando esses sintomas podem ser perigosos
Español English 中文 Português Français Italiano Deutsch العربية Русский اردو

Expedição descobre 31 novas espécies em duas semanas na costa brasileira

27/06/2026 10:50 - Tecnologia

Uma descoberta extraordinária nas águas brasileiras

Uma expedição internacional de biologia marina realizada em águas internacionais frente à costa do Brasil identificou 31 novas espécies em apenas duas semanas. O feito, considerado potencialmente um recorde mundial pela velocidade de identificação, foi realizado por cientistas dos Estados Unidos, Austrália, Brasil e Japão.

O navio de pesquisa Falkor (too), operado pelo Schmidt Ocean Institute, partiu da cidade de Salvador, na Bahia — um importante centro histórico e cultural do nordeste brasileiro — para explorar uma das regiões menos conhecidas do planeta.

Para contextualizar: O Brasil possui uma costa de mais de 7.400 km, banhada pelo Oceano Atlântico. As águas brasileiras são consideradas uma das mais biodiversas do mundo, especialmente na região nordeste onde a expedição ocorreu.

O que foi descoberto?

Os pesquisadores exploraram o chamado "ocean middle" (meso-oceano), a zona entre o fundo marinho e a superfície iluminada pelo sol. Entre os achados:

TipoQuantidadeDescrição
Anfípodo1Crustáceo aparentado com caranguejos e lagostas
Gusano gossamer1Verme de movimentos rápidos
Medusas9Incluindo espécies nunca vistas
Sifonóforos7Organismos coloniais, parentes das medusas
Ctenóforos7Conhecidos como "pentes do mar", brilham no escuro
Larváceos4Criaturas com forma de girino que vivem em casas de muco
Rizários gigantes2Organismos unicelulares visíveis a olho nu

Tecnologia revolucionária

O grande diferencial da expedição foi o uso do microscópio confocal chamado "Squid", que permitiu aos cientistas observar pela primeira vez a estrutura celular 3D de organismos vivos diretamente a bordo do navio.

"Podíamos ver células interagindo entre si, trocando material e construindo esqueletos. E podíamos fazer isso ao vivo no navio, quando geralmente leva semanas de coloração e montagem", explicou a Dra. Karen Osborn, cientista principal da expedição do Smithsonian National Museum of Natural History.

Dados da expedição

  • 📍 Local: Águas internacionais, costa do Brasil
  • 🚢 Partida: Salvador, Bahia
  • ⏱️ Duração: Duas semanas
  • 🦠 Espécies novas: 31
  • 👥 Experts: 24 (EUA, Austrália, Brasil, Japão)
  • 🌊 Profundidade: Até 779 metros

O meso-oceano

Esta zona representa 90% do espaço vital do planeta e é um dos habitats menos explorados da Terra. Contém a maior biomassa animal do mundo.

Cada noite, criaturas que se escondem nas profundezas durante o dia sobem à superfície para se alimentar — um fenômeno crucial para o ciclo do carbono.

Importância para a ciência

Osborn comparou o oceano a um "bolo de camas": é comum encontrar as mesmas espécies em profundidades similares em lugares distantes como Japão e Califórnia.

A Dra. Osborn enfatizou: "O que a humanidade encontrou até agora é apenas a ponta do iceberg. Há uma quantidade imensa de vida lá fora resolvendo os desafios da vida de maneiras incomuns. Imagine o que podemos aprender delas quando as entendermos melhor".

Fontes: The Guardian | Schmidt Ocean Institute | Smithsonian National Museum of Natural History

Notícias de Hoje
A Coluna de Alfredo Alfredo S. Quiroga

Alfredo S. Quiroga