09/07/2026 12:04 - Politica
No âmbito das celebrações pelo Dia da Independência, o presidente Javier Milei viajou a Tucumán para participar da vigília do 9 de julho de 2026. O mandatário encabeçará os atos centrais, reafirmando sua presença no interior do país em uma data de profundo significado histórico. Para os estrangeiros, é importante saber que Tucumán é o berço da declaração de independência da Argentina em relação à Espanha, ocorrida em 9 de julho de 1816.
De cara às próximas eleições, o Governo está consolidando sua estratégia política para a reeleição em 2027. O plano baseia-se em manter a estabilidade econômica, com um dólar controlado, uma inflação em queda e a recuperação do poder aquisitivo salarial.
As negociações políticas estão sendo lideradas por Diego Santilli, que assumiu como Chefe de Gabinete em 30 de junho de 2026. Um dos pontos centrais da agenda é a eliminação das PASO (Primárias, Abertas, Simultâneas e Obrigatórias), um sistema de pré-eleições único na Argentina, que o governo busca aprovar antes de setembro de 2026.
O panorama econômico mostra sinais positivas que o Governo busca capitalizar. O risco país (um indicador que mede a probabilidade de um país não pagar suas dívidas) está em 408-412 pontos básicos, um nível que não era observado desde 2018.
O dólar no Banco Nação (o principal banco estatal argentino) é cotado a $1.510 ARS, enquanto o Mercado de Expectativas de Câmbio (REM) do Banco Central projeta que a moeda chegará a $1.673 ARS para dezembro de 2026.
Além disso, o ministro da Economia, Luis Caputo, apresentou o plano financeiro 2026/2027, que projeta um superávit de USD 3.700 milhões para o ano em curso.
No plano institucional, foi anunciado um projeto para implementar um mecanismo de 'shutdown' (fechamento do Estado) no Poder Executivo se o orçamento for esgotado, uma medida inspirada no sistema dos Estados Unidos. Diante dessa proposta, a vice-presidente Victoria Villarruel tomou distância e criticou a iniciativa, marcando um ponto de divergência dentro do oficialismo.
Por outro lado, as versões divulgadas sobre um suposto enriquecimento ilícito do funcionário Manuel Adorni foram descartadas, classificando-as como uma operação do peronismo (o principal movimento político de oposição na Argentina).
Alfredo S. Quiroga