14/06/2026 03:41 - Deportes
Auto de Fórmula 1 Alpine de Franco Colapinto en el circuito de Barcelona-Catalunya durante una sesión de clasificación con sol intenso y asfalto brillante
Mais do que uma classificação de Fórmula 1, em vários momentos pareceu uma prova de sobrevivência. A sétima etapa do campeonato encontrou um circuito de Montmeló abrasador: enquanto a temperatura ambiente marcava 30,9°C, o asfalto chegava aos 50,9°C. Nessas condições, o desgaste dos pneus se transformou no fator decisivo do dia.
Com uma temperatura tão alta e uma pista especialmente agressiva para os compostos, as equipes sabiam que havia pouca margem para erros. Uma volta rápida, duas no máximo. Era preciso ser cirúrgico. Por isso, muitos pilotos atrasaram sua saída para a pista e administraram cada jogo de pneus macios novos como se fosse ouro.
Nesse contexto, a Alpine chegava com expectativas moderadas. Além da boa notícia recebida na sexta-feira, quando a FIA devolveu a Pierre Gasly o pódio conquistado em Mônaco após revisar a dupla penalização sofrida nos boxes, o rendimento mostrado durante os treinos não havia sido animador. Ainda assim, o objetivo de chegar na Q2 parecia alcançável.
Franco Colapinto é um jovem piloto argentino nascido em Pilar, província de Buenos Aires, em 2003. Ele é a grande esperança do automobilismo argentino na Fórmula 1, um país que tem uma rica tradição no esporte, lendas como Juan Manuel Fangio (pentacampeão mundial) e Carlos Reutemann. Sua ascensão à Alpine gerou enorme expectativa na Argentina, onde a paixão pelo automobilismo é intensa. Para os brasileiros, pode-se fazer um paralelo com a empolgação que nomes como Ayrton Senna geravam no Brasil.
A primeira referência forte foi de Lewis Hamilton com 1m15s625. Naquele momento, Gasly estava em 13º com 1m17s080 e Franco Colapinto em 14º com 1m17s225, tempos suficientes para avançar. No entanto, a Alpine decidiu não correr riscos e enviou ambos os pilotos novamente à pista com outro jogo de pneus macios novos.
A aposta funcionou. Colapinto melhorou até 1m16s590 para fechar a Q1 na 12ª posição, pouco à frente de Gasly (13º com 1m16s599). Praticamente idênticos. Os eliminados foram Esteban Ocon, Alex Albon, Sergio Pérez, Valtteri Bottas, Lance Stroll e Fernando Alonso.
A Q2 já aparecia como uma missão muito mais complexa para os Alpine. Os registros da primeira sessão mostravam uma diferença importante em relação às equipes de ponta, e os dez lugares disponíveis para a Q3 pareciam muito distantes.
As primeiras tentativas confirmaram isso. Enquanto George Russell marcava a referência com 1m15s228, Colapinto registrava 1m17s376 e Gasly 1m17s626, ficando em 12º e 14º, respectivamente.
Ainda restava uma última tentativa com o quarto jogo de pneus macios novos. Ambos melhoraram seus tempos, mas não foi suficiente. Colapinto baixou até 1m16s191 e Gasly até 1m16s261, resultados que os deixaram em 13º e 14º no grid de largada.
| Pos. | Piloto | Equipe |
|---|---|---|
| 1 | George Russell | Mercedes |
| 2 | Lewis Hamilton | Ferrari |
| 3 | Kimi Antonelli | Mercedes |
| 4 | Lando Norris | McLaren |
| 5 | Max Verstappen | Red Bull |
| 6 | Isack Hadjar | Red Bull |
| 7 | Oscar Piastri | McLaren |
| 8 | Liam Lawson | Racing Bulls |
| 9 | Nico Hülkenberg | Audi |
| 10 | Charles Leclerc | Ferrari |
| 13 | Franco Colapinto | Alpine |
| 14 | Pierre Gasly | Alpine |
A Q3 ficou reservada para os habituais protagonistas das equipes de ponta. A única exceção foi Nico Hülkenberg, que conseguiu se colocar em décimo com uma grande volta e tirou o último lugar disponível de Lindblad.
A primeira novidade dos últimos 12 minutos foi o forte acidente de Charles Leclerc. O monegasco saiu longo pela esquerda na saída da curva 4 e terminou batendo com força contra as barreiras, ficando automaticamente fora da disputa pela pole.
Na tentativa definitiva, já com um novo jogo de pneus macios, os dois Mercedes voltaram a se mostrar muito fortes. Russell pareceu garantir o melhor tempo ao baixar para 1m14s679, enquanto Antonelli marcava 1m14s998 para ficar em segundo. No entanto, Hamilton se colocou entre os dois no fechamento com uma volta de 1m14s743, prevendo uma largada emocionante neste domingo.
O piloto argentino demonstrou frustração após sua última tentativa na Q2. Precisava corrigir na curva, perdeu segundos e não conseguiu chegar na Q3. Bateu no volante com raiva.
Horários do GP de Barcelona:
O circuito de Barcelona-Catalunha é conhecido por ser exigente para os pneus, e as altas temperaturas deste fim de semana adicionaram um fator extra de dificuldade que prejudicou especialmente as equipes de meio de grid como a Alpine.
A Alpine recebeu uma boa notícia antes da classificação: a FIA devolveu a Pierre Gasly os pontos do pódio conquistado em Mônaco após reverter a penalização por excesso de velocidade no pit lane.
Colapinto teve uma sexta-feira complicada, terminando em 10º e 15º nos treinos livres 1 e 2, respectivamente. A equipe trabalhou durante a noite analisando os dados para melhorar a configuração do A526.
Fontes: Olé
Alfredo S. Quiroga
Conspiraciones