17/06/2026 12:33 - Politica
Escena política en el Congreso argentino con ambiente tenso, funcionarios debatiendo, Palacio del Congreso de fondo con banderas argentinas
O presidente Javier Milei apoiou publicamente o chefe de Gabinete, Manuel Adorni, em meio ao escândalo sobre seu patrimônio, compartilhando uma mensagem na rede social X que acusa o jornalismo de "extorsionar" o funcionário para forçar sua renúncia. "A pressão do jornalismo sobre Adorni é espantosa. Eles estão extorsionando-o: ou você renuncia ou vamos perseguir você e sua família", sustenta a postagem da deputada Lilia Lemoine que o presidente replicou.
A mensagem presidencial chegou horas depois de transcorrer que o funcionário teria omitido USD 500.000 em suas declarações juramentadas. Seu patrimônio passou de $20 milhões a $944 milhões, um incremento do 775% que despertou suspeitas de enriquecimento ilícito.
O juiz federal Ariel Lijo investiga a causa por suposto enriquecimento ilícito. A deputada Mónica Frade (Coalición Cívica) denunciou Adorni por "falsidade ideológica", sustentando que mentiu em sua declaração juramentada e ante o Congresso.
A causa agora está em mãos do juiz Rafecas e do fiscal Guillermo Marijuan.
Segundo informou Clarín, o oficialismo analisa suspender a sessão do Senado programada para a quinta-feira 18 de junho para evitar que o escândalo de Adorni tome mais relevância. Patricia Bullrich buscaria bloquear qualquer tentativa de interpelação na câmara alta.
A deputada Sabrina Selva justificou a moção de censura: "O chefe de Gabinete já tem uma responsabilidade política porque se parou frente a todos e nos mentiu. Também mentiu em sua declaração juramentada. Acreditamos que não pode seguir à frente de uma responsabilidade política".
O deputado Álvaro González (PRO) considerou que "é o Governo quem deve resolver a situação" e questionou: "Em todas as eras democráticas nunca aconteceu de ter que resolver uma moção de censura".
422 pontos
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Venda | Brecha 0.7%A organização Barrios de Pie convocou a uma panela popular frente à casa de Adorni em Caballito, rua Miró ao 500, para reclamar sua destituição. "Entregamos uma carta ao presidente propondo-lhe estes temas, mas Milei nunca nos deu uma resposta. O povo argentino não tolera mais a crueldade", expressou Norma Morales, referente da organização.
Enquanto isso, Manuel Adorni confirmou mediante uma nota dirigida à presidente do Senado, Victoria Villarruel, que se apresentará o 2 de julho na Câmara alta para dar seu informe de gestão.
Alfredo S. Quiroga