ÚLTIMAS
Áustria goleia Jordânia por 3-1 e encara Argentina na próxima rodada Apple confirma chegada dos novos iPhone à Argentina: datas e preços revelados Leapmotor chega à Argentina: SUV híbrido chinês com 900 km de autonomia revoluciona o mercado Petróleo cai 10%, mas gasolina não vai baixar: entenda o porquê Israel ataca sul do Líbano mesmo com acordo de paz EUA-Irã: pelo menos 4 mortos Avião pequeno cai em rodovia do Texas: resgate dramático em andamento Princesa Mette-Marit da Noruega passa por transplante de pulmão com sucesso Cristina Kirchner completa um ano de prisão domiciliar e mantém influência política na Argentina Monumento à Bandeira reabre após mais de uma década: Milei e Villarruel em tensa coincidência em Rosário Julgamento do caso Loan: réu declarado rebelde aparece por Zoom em audiência tensa Áustria goleia Jordânia por 3-1 e encara Argentina na próxima rodada Apple confirma chegada dos novos iPhone à Argentina: datas e preços revelados Leapmotor chega à Argentina: SUV híbrido chinês com 900 km de autonomia revoluciona o mercado Petróleo cai 10%, mas gasolina não vai baixar: entenda o porquê Israel ataca sul do Líbano mesmo com acordo de paz EUA-Irã: pelo menos 4 mortos Avião pequeno cai em rodovia do Texas: resgate dramático em andamento Princesa Mette-Marit da Noruega passa por transplante de pulmão com sucesso Cristina Kirchner completa um ano de prisão domiciliar e mantém influência política na Argentina Monumento à Bandeira reabre após mais de uma década: Milei e Villarruel em tensa coincidência em Rosário Julgamento do caso Loan: réu declarado rebelde aparece por Zoom em audiência tensa
Español English 中文 Português Français Italiano Deutsch

Petróleo cai 10%, mas gasolina não vai baixar: entenda o porquê

17/06/2026 10:10 - Economia

Estación de servicio con surtidores de combustible y refinería petrolera al fondo, gráfico mostrando tendencia bajista del petróleo

Por que a gasolina não baixa se o petróleo despencou?

O anúncio do acordo de paz entre Estados Unidos e Irã gerou uma queda de 10% no preço internacional do petróleo Brent durante a última semana, perfurando o piso de 80 dólares por barril pela primeira vez desde março de 2026. No entanto, os consumidores latino-americanos não verão uma redução imediata nas bombas dos postos de combustível.

Fontes do setor petrolífero consultadas pelo portal argentino El Destape explicaram que o que foi anunciado até agora é um pré-acordo, e que somente na sexta-feira, 19 de junho de 2026, será assinado em Bürgenstock, Suíça, o acordo definitivo que abrirá um período de 60 dias de negociações técnicas para estabelecer os termos permanentes do fim das hostilidades.

Os números do conflito

Indicador Valor
Início do conflito 28 de fevereiro de 2026
Mortes durante a guerra Mais de 3.700
Aumento da gasolina na Argentina 24% (maior da região)
Queda do petróleo Brent 10% na última semana
Preço atual do barril USD 83-84 (-4% a -5%)
Petróleo pelo Estreito de Ormuz 20% do comércio mundial

Chave: O Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz é a passagem marítima mais importante para o transporte de petróleo em nível mundial. Conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico, e por ali transita aproximadamente 20% do petróleo consumido globalmente.

O fechamento desta rota durante o conflito gerou um choque nos mercados energéticos, disparando os preços e criando incerteza sobre o abastecimento mundial. Sua reabertura é um dos pontos centrais do acordo de paz.

As razões por trás da decisão

1. Acordo não definitivo

O que foi assinado é um pré-acordo. As petroleiras temem que, se o pacto não se materializar, o preço do barril voltaria a subir drasticamente.

2. Infraestrutura danificada

Não basta reabrir o Estreito de Ormuz: é preciso verificar o volume real de crude que será exportado após a destruição de infraestrutura petrolífera em vários países da região.

3. Estabilização do preço

O valor precisaria se manter em torno de USD 70 por barril durante vários meses antes que as empresas considerem uma baixa sustentada nos postos.

A voz dos especialistas

Nicolás Taiariol, consultor independente especializado em oil & gas, explicou que "é cedo demais para esperar uma queda significativa e sustentada do preço da gasolina no curto prazo". Alertou que "a normalização do fornecimento de petróleo levará meses, não dias".

"Não é questão de abrir uma torneira e deixar o crude fluir. Há centenas de navios presos, operações de limpeza de minas pendentes, seguradoras que não baixarão seus prêmios até verem corredores seguros estabelecidos e refinarias que precisam de tempo para reincorporar o crude iraniano", acrescentou.

O impacto na Argentina

Segundo um relatório do Instituto Argentina Grande, o aumento de 24% no preço da gasolina desde o início do conflito bélico em 28 de fevereiro de 2026 posiciona a Argentina como o país exportador de petróleo com o maior aumento da região.

Da Federação de Empresários de Combustíveis (FECRA), que representa os postos de serviço, anteciparam que haverá vários meses de defasagem antes de uma eventual queda. "As petroleiras disseram que não aumentariam tanto quando subisse e que não baixariam quando o petróleo caísse para compensar", explicaram.

Prazo estimado para uma queda

Os analistas estimam que os preços se estabilizariam somente entre três e quatro meses após o fim da guerra. Os fluxos de energia poderiam não retornar nem a 80% dos níveis anteriores ao conflito até setembro de 2026.

Contexto econômico favorável

O acordo de paz também impactou positivamente outros indicadores econômicos argentinos:

  • Risco país: caiu para 425 pontos básicos, o mínimo desde abril de 2018
  • Classificação S&P: melhorou de CCC+ para B-
  • Bonos soberanos: subiram até 1,6%

No entanto, o setor energético registrou perdas nos mercados: YPF caiu 6% e Vista se desvalorizou 4,9%.

Quando será assinado o acordo definitivo?

O acordo de paz será assinado oficialmente em 19 de junho de 2026 em Bürgenstock, Suíça. O memorando inclui a reabertura do Estreito de Ormuz e um período de 60 dias para negociações sobre o programa nuclear iraniano e as sanções.

Para leitores brasileiros: Contexto argentino

YPF (Yacimientos Petrolíferos Fiscales) é a empresa estatal de petróleo da Argentina, equivalente ao que foi a Petrobras no Brasil em seus primórdios. A Argentina é um dos principais produtores de petróleo da América do Sul.

Vista Energy é uma empresa privada de energia que atua na extração de petróleo e gás na bacia de Vaca Muerta, uma das maiores reservas de xisto do mundo, localizada na província argentina de Neuquén.

Fonte

Informações baseadas em reportagens de El Destape e dados do Instituto Argentina Grande.

Notícias de Hoje
A Coluna de Alfredo Alfredo S. Quiroga

Alfredo S. Quiroga