22/06/2026 22:27 - Actualidad
A gestão do presidente Javier Milei conseguiu interromper a espiral descendente de seu capital político. Segundo o Índice de Confiança no Governo (ICG), elaborado pela prestigiosa Universidade Torcuato Di Tella (uma referência acadêmica na Argentina), a medição de junho registrou um valor de 2,07 pontos. Isso representa uma alta de 3,9% em relação a maio, um dado significativo que quebra uma sequência negativa de cinco meses consecutivos de retrocessos durante o ano de 2026.
Para os investidores e analistas, este dado é um sinal de alívio. O relatório técnico, baseado em medições da consultora Poliarquía, indica que as variações anteriores haviam sido todas negativas no ano, desde janeiro até maio. Embora a avaliação geral continue baixa, este repunte oferece uma luz de esperança no mês 30 de governo.
Como ponto de referência para estrangeiros, na política argentina é comum comparar o desempenho de diferentes presidentes no mesmo ponto de seus mandatos. No trigésimo mês de gestão, Milei se posiciona acima de vários predecessores, embora ainda abaixo do auge do peronismo kirchnerista.
| Presidente | ICG (Mês 30) |
|---|---|
| Javier Milei | 2,07 |
| Mauricio Macri (2015-2019) | 2,04 |
| Cristina Kirchner II | 1,70 |
| Cristina Kirchner I | 1,61 |
| Alberto Fernández | 1,40 |
| Néstor Kirchner | 2,42 |
O aumento da confiança foi impulsionado principalmente pela percepção de Eficiência na administração do gasto público, que subiu 12,8%, atingindo 2,12 pontos. Isso sugere que os cidadãos começam a ver resultados nas políticas de austeridade.
Outros componentes que melhoraram:
Em contraste, a Avaliação Geral teve uma leve baixa de 0,5%, se situando em 1,68 pontos.
O Grande Buenos Aires (GBA), também conhecido como "Conurbano", é o cinturão industrial e populoso que rodeia a capital argentina. Historicamente, é uma região decisiva para qualquer governo. O GBA liderou a recuperação com um incremento de 11,1% em sua confiança, chegando a 1,83 pontos.
Outro dado curioso é o segmento de população com instrução primária, que mostrou um salto contundente de 42,5%, retornando aos níveis de abril. Além disso, pela primeira vez em meses, o índice foi levemente superior entre aqueles que declararam ter sido vítimas de delitos (2,10 pontos) em comparação com os que não foram (2,07 pontos), revertendo uma tendência histórica negativa.
Fontes: El Cronista | Infocielo
Alfredo S. Quiroga