28/06/2026 07:31 - Salud
No dia 27 de junho, a Argentina celebrou o Dia Nacional do Teste de HIV, uma data fundamental para conscientizar sobre a importância do diagnóstico precoce. Para os estrangeiros que estão no país, é vital saber que o teste é gratuito, voluntário e confidencial em todo o sistema de saúde público, garantido pela Lei Nacional N.º 27.675, que assegura uma resposta baseada em direitos humanos.
Um dado surpreendente revelado pelas autoridades sanitárias argentinas é que 30% dos novos diagnósticos de HIV correspondem a pessoas que nunca haviam feito um teste anteriormente. Isto indica que uma grande parcela da população desconhece seu estado de saúde, dificultando o tratamento precoce e a prevenção de novas transmissões.
Diagnosticar a tempo não só salva vidas, mas também melhora significativamente a qualidade de vida dos pacientes. O Ministério da Saúde da província de Río Negro (uma das tantas jurisdições que aderiram à campanha nacional) enfatizou que vencer o medo de realizar o exame é o primeiro passo para uma vida plena.
Além do HIV, outro foco de atenção é o aumento exponencial da sífilis, uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) que pode ser curada com antibióticos, mas que apresenta números recordes.
A Argentina adota um modelo de 'prevenção combinada' que integra diversas ferramentas. Se você está no país, estes são os termos e métodos chave que você deve conhecer:
O método clássico e mais acessível para prevenir tanto o HIV quanto outras ISTs como a sífilis. São distribuídos gratuitamente em centros de saúde.
O diagnóstico permite iniciar antirretrovirais que reduzem a carga viral a níveis indetectáveis, eliminando o risco de transmissão sexual (conceito I=I: Indetectável = Intransmissível).
PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) é um medicamento para prevenir o HIV antes da exposição. A PEP (Profilaxia Pós-Exposição) deve ser tomada até 72 horas após uma situação de risco.
Promover entornos livres de discriminação é essencial para que as pessoas se animem a realizar o teste e buscar ajuda sem medo.
Fonte: Ministério da Saúde de Río Negro / Datos epidemiológicos nacionais.
Alfredo S. Quiroga