02/07/2026 10:01 - Economia
Para entender a economia argentina, é essencial conhecer que existem diferentes tipos de câmbio. O mercado cambial argentino inicia o segundo semestre de 2026 com uma clara dinâmica de ajuste nas paridades. Segundo informa o jornal Clarín, as placas do Banco Nación (o principal banco público da Argentina) mostram as seguintes cotações:
$1.510 (Venda)
$1.460 (Compra)
$1.525 (Informal)
O dólar oficial registrou um avanço de 10 pesos na última rodada de negociações, atingindo seu nível mais alto em 2026. Segundo o Clarín, esse movimento retoma a dinâmica de alta e deixa para trás a estabilidade cambial que reinou durante os primeiros cinco meses do ano, quando a taxa de câmbio caiu 4% em termos nominais.
Em junho, a cotação subiu 5%, mais que o dobro da inflação daquele mês, que foi de aproximadamente 1,9%. Este repique no início de julho projeta um segundo semestre com mais movimentos na moeda, alinhando-se com as projeções de analistas que estimam que o dólar oficial possa fechar o ano em torno de $1.653.
O contexto macroeconômico acompanha a evolução da taxa de câmbio. O Risco País (um índice que mede a probabilidade de um país dar calote na sua dívida) está em 421 pontos básicos, o nível mais baixo na era do presidente Javier Milei. Além disso, o Banco Central acumula reservas que chegam a USD 47.081 milhões, após compras superiores a USD 11.000 milhões no ano de 2026.
No ecossistema digital, o dólar cripto (moedas estáveis como USDT negociadas em exchanges) opera a $1.577,77. Esse movimento ocorre em um cenário onde o bitcoin experimenta uma alta superior a 2%, atingindo US$ 61.352. As criptomoedas continuam se apresentando como uma opção dinâmica para investidores em busca de proteção.
Fonte: Os dados das cotações e a dinâmica de mercado foram extraídos de Clarín.
Alfredo S. Quiroga