05/07/2026 22:00 - Politica
Segundo informou o portal de notícias argentino Infobae em 5 de julho de 2026, o governador da província de Chubut, Ignacio Torres, celebrou publicamente a designação de Diego Santilli como novo Chefe de Gabinete de Ministros (uma posição equivalente a um chefe de governo adjunto na Argentina), destacando que com essa mudança o governo nacional "recuperou a iniciativa".
Contexto para estrangeiros: Chubut é uma das maiores províncias da Patagônia, região sul da Argentina. O Chefe de Gabinete de Ministros é o coordenador do gabinete presidencial e o principal assessor do presidente, com a função de administrar o governo e intermediar com o Congresso.
A designação de Santilli ocorreu após a renúncia de Manuel Adorni em 27 de junho de 2026, que deixou a chefia de gabinete no meio de rumores desmentidos sobre suposto enriquecimento ilícito. Santilli assumiu formalmente o cargo em 30 de junho de 2026.
DNU 571/2026:
Um DNU (Decreto de Necessidade e Urgência, um decreto presidencial com força de lei) foi aplicado com sua chegada, eliminando o Ministério do Interior. As funções deste (como relações com províncias, regime eleitoral, Renaper - o equivalente ao registro civil nacional -, turismo, meio ambiente e esporte) foram absorvidas pela Jefatura de Gabinete. Além disso, o gabinete foi reduzido a 8 ministérios e foram criadas duas vice-jefaturas a cargo de Guillermo Devitt e Gustavo Coria.
Santilli chega com uma agenda carregada antes do recesso parlamentar, fixado para 20 de julho de 2026. As prioridades legislativas do novo Chefe de Gabinete incluem:
O novo Chefe de Gabinete também buscará equilibrar a relação com os principais referentes do oficialismo. Sua futura candidatura a governador da província de Buenos Aires (a maior e mais influente do país) em 2027 dependerá em grande parte de sua gestão nesta nova etapa.
Alfredo S. Quiroga