08/07/2026 16:18 - Tecnologia
A exploração espacial continua a nos presentear com momentos extraordinários. A sonda Tianwen-2, da Administração Nacional Espacial da China (CNSA), alcançou recentemente as proximidades do asteroide 2016HO3, também conhecido como Kamoʻoalewa. Este corpo celeste é considerado uma 'minilua' ou quasi-satélite da Terra.
Lançada em 29 de maio de 2025 a partir do Centro de Lançamento de Satélites de Xichang, a nave percorreu aproximadamente 1 bilhão de quilômetros durante cerca de 400 dias de viagem. Finalmente, em 2 de julho de 2026, a sonda se posicionou a apenas 20 quilômetros do asteroide, perto o suficiente para capturar sua primeira imagem inédita com um nível de detalhe nunca antes visto, conforme informaram os jornais argentinos Infobae e Clarín.
O nome deste asteroide provém de um canto havaiano que designa um 'objeto oscilante no céu'. Com um diâmetro estimado entre 40 e 100 metros, poderia ser o menor asteroide já visitado por uma nave espacial humana.
Embora sua órbita principal seja ao redor do Sol, Kamoʻoalewa bordeja nosso planeta em uma trajetória elíptica a cada 45 anos, o que lhe confere a rara categoria de quasi-satélite. Na verdade, é um dos únicos sete que se sabe que orbitam a Terra dessa maneira. Pertence à classe de asteroides Apolo, e sua proximidade com o nosso planeta despertou enorme curiosidade científica.
| Data | Marco da Tianwen-2 |
|---|---|
| 29/05/2025 | Lançamento a partir da China |
| 06/06/2026 | Primeira detecção óptica do asteroide |
| 07/06/2026 | Manobra de captura a 30.000 km |
| 19/06/2026 | Aproximação a 2.000 km do alvo |
| 02/07/2026 | Captura de imagens a apenas 20 km |
| Fins de 2027 | Retorno planejado das amostras |
A Tianwen-2 é a primeira missão chinesa destinada a recolher amostras de um asteroide e devolvê-las à Terra. Durante sua estadia de aproximadamente nove meses em Kamoʻoalewa, realizará observações detalhadas da forma, composição e estrutura interna da rocha para preparar a coleta de amostras.
Mas a aventura não termina aí. Após depositar sua cápsula com as amostras da 'minilua' durante um sobrevoo da Terra no final de 2027, a Tianwen-2 continuará sua jornada rumo ao cometa 311P, situado no cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter. Este cometa se destaca por sua estranha cauda de poeira de seis pontas, um mistério que os pesquisadores estão ansiosos para resolver.
Esse feito reforça o crescente programa espacial da China, que já conta com a estação Tiangong, o programa lunar Chang'e, a missão marciana Tianwen-1 e os preparativos para um pouso lunar tripulado antes de 2030. Um passo gigante para a humanidade e para a ciência!
Alfredo S. Quiroga