📉 IPIM de julho: variação de 0,8% é a menor do ano
A economia argentina deu mais um sinal de desaceleração de preços. O Ministério da Economia da Nação confirmou que o Índice de Preços Internos ao Atacado (IPIM), elaborado pelo INDEC, registrou em julho uma variação de apenas 0,8%. O número ficou abaixo das expectativas do mercado e marcou o terceiro mês consecutivo de desaceleração no indicador.
✅ Os números de julho
- Variação mensal geral: 0,8%
- Produtos Nacionais: 0,8%
- Produtos Importados: 0,5%
🔍 O que isso significa?
O IPIM é um indicador adelantado da inflação ao consumidor. Com a desaceleração no atacado, a expectativa é que os preços nas gôndolas sigam o mesmo ritmo nos próximos meses. Com uma alta de apenas 0,8%, a cadeia de formação de preços argentina mostra um forte controle da inflação, o que pode antecipar um IPC minorista abaixo de 2% no futuro próximo.
🧠 Contexto: por que a Argentina mede o IPIM?
O IPIM (Índice de Preços Internos ao Atacado) é um dos principais indicadores da economia argentina. Ele mede a variação de preços de produtos e serviços comercializados em grande escala entre empresas e distribuidores. Por ser uma medida antecipada da inflação ao consumidor, é acompanhado de perto pelo mercado e pelo Banco Central. A Argentina enfrentou nos últimos anos taxas de inflação anual entre 50% e 200%, mas desde o início de 2026 o governo da La Libertad Avanza implementou um plano de estabilização que já mostra efeitos: a inflação varejista caiu de 10% ao mês para cerca de 2-3% na metade do ano. O número de julho de 0,8% no atacado é o menor desde a virada de 2025 para 2026, e confirma a tendência de convergência para o centro da meta oficial.
📢 A comemoração do Governo
A divulgação foi celebrada pelo Ministro da Economia, Luis Caputo, que publicou o dado em sua conta no X (ex-Twitter) na terça-feira, 18 de agosto de 2026, às 16:01 horas. A mensagem do ministro foi curta, mas significativa: em um contexto de recentes controles de capital e acordos com o FMI, o sinal de desaceleração no atacado é visto como um pré-requisito para a queda do IPC. Caputo vem afirmando que o governo iria manter o teto de inflação de 1% mensal para o consumidor até o fim do ano.
Os economistas do mercado comentam que a surpresa veio do componente de produtos nacionais, que apresentou a menor alta do ano (0,8%), enquanto os importados (0,5%) seguiram o ritmo das cotações internacionais. “É um dado muito bom, principalmente porque o atacado costuma subir mais do que o varejo em períodos de desvalorização cambial”, afirmou uma analista consultada.
🔮 E agora, o que esperar?
A projeção para o IPC geral (inflação ao consumidor) é de forte queda, possivelmente para até 1% em julho, o que seria o melhor número em quatro anos. Alguns bancos de investimento já preveem um primeiro semestre de 2027 com inflação inferior a 20% anual. Porém, ainda há riscos de pressão em alimentos sazonais e energia, e o governo espera que os preços regulados, como combustíveis e transporte, sigam congelados para não comprometer a queda. A tendência de desaceleração sustentável é o principal cenário nas projeções do mercado para os próximos meses.
Fonte: Ministério de Economia da Nação / Tweet oficial do Ministro Luis Caputo (18/08/2026). Informação institucional do INDEC.