01/08/2026 09:30 - Internacionales
Data do evento: 1º de agosto de 2026
A capital ucraniana, Kiev, sofreu na madrugada do sábado um bombardeio russo com mísseis balísticos que deixou, segundo informações das autoridades locais citadas por Infobae e Deutsche Welle, ao menos 9 pessoas mortas e uma trintena de feridos.
O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, comunicou através do Telegram que as explosões provocaram um incêndio em um edifício de vários andares no distrito de Solomianski. A administração militar advertiu que a ameaça de mísseis continuava alta e instou a população a permanecer nos abrigos. Jornalistas no local relataram mais de 10 explosões consecutivas.
O presidente Volodimir Zelensky detalhou que a Rússia lançou 35 mísseis (27 deles balísticos) e 185 drones contra território ucraniano. Kiev foi o alvo principal, embora as regiões de Dnipro, Sumy, Kharkiv e Poltava também tenham sofrido impactos.
Devido ao déficit de interceptores para os sistemas Patriot – os sofisticados sistemas de defesa aérea fornecidos pelos Estados Unidos – apenas um míssil balístico foi abatido, evidenciando a urgente necessidade de reforçar o escudo aéreo do país.
Em meio à tensão, persistem os esforços para encontrar uma saída pacífica. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, manteve uma conversa telefônica com Zelensky para abordar a crise da defesa aérea e a necessidade de mísseis interceptores.
Discute-se a possibilidade de a Ucrânia fabricar mísseis Patriot em colaboração com a empresa americana Raytheon. Embora o presidente Donald Trump tenha expressado cautela sobre a transferência de tecnologia, as partes classificaram o diálogo como positivo e produtivo.
A comunidade internacional continua condenando os ataques. A Lituânia anunciou que convocará o encarregado de negócios russo em Vilna após confirmar que os mísseis impactaram a poucos metros de sua embaixada em Kiev, causando danos materiais mas sem afetar seu pessoal.
Como assinala Vatican News, as frentes diplomáticas buscam destravar o conflito. O ministro das Relações Exteriores ucraniano, Andrii Sybiha, afirmou que um escudo aéreo mais forte aproximará a paz, lembrando que a unidade e a solidariedade internacional são o caminho para proteger os civis.
A resistência do povo ucraniano, que continua com suas atividades e se solidariza em pontos de encontro como os postos de gasolina, demonstra mais uma vez que a esperança de reconstruir e viver em paz permanece intacta.
Alfredo S. Quiroga