Um plano digno de filme de espionagem. O presidente dos EUA, Donald Trump, foi evacuado secretamente de Ancara em 8 de julho de 2026 após uma ameaça de assassinato pelo Irã. O famoso Air Force One serviu como isca para os jornalistas, enquanto o mandatário viajava em um avião militar oculto.

Uma fuga digna de Hollywood

De acordo com reportagens do The Washington Post e do The Guardian, em 8 de julho de 2026, o presidente Donald Trump protagonizou uma manobra de engano sem precedentes para escapar da Turquia.

O conflito entre Estados Unidos e Irã, reativado em 28 de fevereiro de 2026, gerou uma ameaça crível de assassinato contra o mandatário durante sua estadia em Ancara para a cúpula da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte, uma aliança militar ocidental). A resposta da Casa Branca foi orquestrar uma operação de evacuação secreta para garantir a segurança do presidente.

O plano do caminhão de catering

Para entender a magnitude da fuga, é preciso saber que o Air Force One (o avião presidencial dos EUA) é um ícone altamente monitorado. Trump embarcou no antigo Air Force One, o icônico Boeing 747 de cor azul claro, diante das câmeras de televisão. No entanto, minutos depois, ele foi transferido incógnito em um caminhão de catering (usado habitualmente para carregar refeições e suprimentos) até um avião militar menor, um C-32A.

A isca no ar

O velho Air Force One decolou com jornalistas e parte do pessoal da Casa Branca a bordo, que acreditavam estar viajando com o presidente. Foi-lhes indicado que mantivessem as persianas das janelas fechadas. Quando a imprensa perguntou a Trump posteriormente por que deveriam manter as cortinas baixadas, ele respondeu: 'Provavelmente estamos em um voo perigoso. Mas se eu for, vocês vão. Certo?'.

O pouso no Reino Unido

O avião militar C-32A pousou na base RAF Mildenhall, na Inglaterra, às 22:20 hora local. O Air Force One com os jornalistas chegou minutos depois. Para manter a fachada, Trump foi levado de veículo ao antigo Air Force One na pista, subiu por uma entrada diferente e desceu pelas escadas superiores às 22:56, saudando a imprensa com um sinal de paz, mas sem se aproximar para falar. Posteriormente, dirigiu-se ao novo avião presidencial, um Boeing 747-8 doado pelo Catar e avaliado em 400 milhões de dólares, para continuar sua viagem de regresso a Washington.

Reações e antecedentes históricos

Em 12 de agosto de 2026, Trump confirmou a notícia e respondeu com um lacônico 'Não me importa'. O senador democrata Richard Blumenthal solicitou uma investigação no Congresso, e o Grupo dos Oito (Gang of Eight - os líderes do Congresso encarregados de supervisionar a inteligência nos EUA) não teria sido informado da manobra.

Este tipo de enganos tem antecedentes na política estadunidense. No ano 2000, Bill Clinton utilizou um jato executivo sem marcas para voar ao Paquistão enquanto enviava o Air Force One como isca. Operações semelhantes foram reportadas durante as gestões de George W. Bush em 2003 e Joe Biden em 2023, demonstrando que a segurança dos líderes é sempre uma prioridade máxima.