Suplementos vitamínicos ou comida real? Em meio ao auge das cápsulas, especialistas argentinas em nutrição revelam cinco alimentos-chave, econômicos e cheios de nutrientes que frequentemente deixamos de lado no dia a dia. Descubra como melhorar sua saúde com opções simples, variadas e deliciosas, aprendendo a combinar sabores e reaproveitando o melhor da natureza sem gastar fortunas.

O regresso à alimentação real

O aumento dos suplementos vitamínicos nos fez esquecer o poder da comida natural. Aqui contamos o que não pode faltar na sua mesa.

Em 9 de agosto de 2026, o portal Infobae publicou um artigo destacando que, na busca constante por soluções rápidas, muitas pessoas têm relegado o valor dos alimentos naturais. Especialistas argentinas em nutrição, como a licenciada Laura Romano (MN 5.992) — onde 'MN' significa Matrícula Nacional, o registro oficial de profissionais de saúde na Argentina — alertam que os suplementos não compensam uma dieta pobre em variedade e qualidade. Um suplemento fornece nutrientes específicos, mas não substitui tudo o que um alimento natural oferece, incluindo fibras, proteínas e compostos bioativos que interagem entre si.

Os 5 superalimentos esquecidos

O conceito de 'superalimento' gera debate, mas as especialistas preferem falar de alimentos com alta densidade nutricional. Aqui estão cinco opções econômicas e muito nutritivas:

1. Leguminosas (Legumbres)

Lentilhas, grão-de-bico, feijões e ervilhas são fontes de proteína vegetal, fibra, ferro, magnésio e potássio. Na Argentina, são clássicos, mas muitas vezes esquecidos. Elas melhoram o risco cardiometabólico. Dica: incorpore-as em pequenas quantidades e misturadas com arroz para facilitar a digestão.

2. Peixe enlatado

Cavala (caballa), carapau (jurel) e sardinhas são práticos e muito acessíveis nos supermercados argentinos. Fornecem proteínas de excelente qualidade e ácidos graxos ômega 3. As sardinhas, se consumidas com suas espinhas macias, também são uma ótima fonte de cálcio.

3. Aveia

Este cereal integral contém beta-glucano, um tipo de fibra solúvel com evidências sólidas sobre a redução do colesterol LDL. Fornece fibras, proteínas vegetais e magnésio. É super versátil para preparações doces e salgadas.

4. Ovo

Um alimento-chave por seu aporte de proteínas de excelente qualidade, vitamina B12, colina e outros micronutrientes a baixo custo. Embora durante anos tenha sido recomendada a restrição devido ao colesterol, hoje sabe-se que o colesterol dietético não tem o mesmo impacto em todas as pessoas.

5. Laticínios

Leite, iogurte e queijos fornecem cálcio, proteínas de boa qualidade, fósforo e vitamina B12. O cálcio merece atenção especial porque grande parte da população não atinge as recomendações diárias.

Estratégias para uma melhor absorção

  • Adicione Vitamina C: Combine o ferro vegetal com vitamina C na mesma refeição (ex: lentilhas com tomate, pimentão ou suco de limão).
  • Separe as infusões: Afastar o consumo de mate (infusão tradicional argentina e uruguaia muito popular), chá e café das refeições principais para favorecer a absorção de ferro, pois os taninos presentes bloqueiam sua captação.
  • Coma com cor: Tente cobrir todas as cores no seu prato ao longo da semana: roxo, verde, laranja, vermelho e amarelo.
  • Aproveite tudo: Use talos e folhas de vegetais que costumam ser descartados para adicionar variedade e nutrientes.

Lembre-se de que não há alimentos bons e maus, mas sim más combinações, más frequências e más porções. Mudanças sustentáveis no padrão alimentar têm muito mais impacto do que qualquer produto isolado. Vamos cuidar da saúde!

Fonte: Infobae