No âmbito do Conselho Federal de Saúde (COFESA), o Ministério da Saúde da Argentina informou que as transferências para as províncias em deficiência superaram 3,4 trilhões de pesos em 2026. Além disso, foram destinados 234 bilhões de pesos para medicamentos oncológicos e de alto custo, e anunciou-se um investimento de 244 milhões de dólares em vacinas. O encontro também definiu novas notificações obrigatórias e ações contra o dengue.

Investimentos recordes em saúde na Argentina

O Ministério da Saúde da Argentina apresentou, no âmbito do Conselho Federal de Saúde (COFESA), um balanço com investimentos históricos e novas medidas para o setor. O encontro, realizado em 10 de agosto de 2026, reuniu autoridades sanitárias de todas as províncias do país.

Para quem não conhece, o COFESA é o órgão de coordenação entre o governo nacional e as províncias argentinas, responsável por alinhar políticas de saúde em todo o território. A Argentina é um país federal, com 23 províncias e a cidade de Buenos Aires, e esse conselho é essencial para garantir que as decisões cheguem a todos os cidadãos.

Transferências para deficiência superam 3,4 trilhões de pesos

Um dos destaques foi o repasse de mais de 3,4 trilhões de pesos argentinos para as províncias em políticas de deficiência, apenas em 2026. Esse valor representa um marco na inclusão e no acesso a serviços de saúde para pessoas com deficiência em todo o país.

Medicamentos oncológicos e de alto custo: 234 bilhões de pesos

Entre janeiro e julho de 2026, foram destinados mais de 234 bilhões de pesos para garantir medicamentos oncológicos e de alto custo a 8.298 pacientes. Essa verba assegura a continuidade de tratamentos críticos e o acesso equitativo a terapias que, por seu preço, seriam inacessíveis para a maioria da população.

Vacinas: investimento de 244 milhões de dólares

Na área de prevenção, o ministério anunciou uma inversão prevista de mais de 244 milhões de dólares para a compra de vacinas em 2026. Esse montante permitirá sustentar e ampliar o calendário nacional de vacinação, fundamental para evitar surtos de doenças imunopreveníveis.

Novas notificações obrigatórias: ACV e insuficiência cardíaca

Como parte do fortalecimento da informação sanitária, o acidente vascular cerebral (ACV) e a insuficiência cardíaca passarão a ser eventos de notificação obrigatória. A medida permitirá um melhor monitoramento epidemiológico e uma resposta mais rápida a essas patologias, que estão entre as principais causas de morte e incapacidade no país.

Além disso, as autoridades avançaram na antecipação da publicação das estatísticas vitais de 2025, com o objetivo de ter dados mais atualizados para a tomada de decisões.

El Niño e dengue: reforço na vigilância

O COFESA também discutiu os possíveis efeitos do fenômeno El Niño sobre a saúde pública. Foi convocada a todas as províncias a reforçar a vigilância e a prevenção de doenças associadas, com ênfase na eliminação de criadouros para evitar uma maior circulação de dengue e outras arboviroses.

Essas ações buscam antecipar os impactos climáticos e proteger a população, especialmente nas regiões mais vulneráveis.

Um espaço de diálogo federal

O COFESA é o ambiente natural de coordenação entre a Nação e as províncias em matéria sanitária. Nesta oportunidade, o encontro permitiu alinhar prioridades e estratégias conjuntas, reafirmando o compromisso de trabalhar de forma articulada para garantir o direito à saúde de todos os argentinos.

O Ministério da Saúde destacou a importância de continuar fortalecendo o sistema público de saúde, com investimentos recordes e políticas baseadas em evidências.

Fonte: Publicação oficial do Ministério da Saúde da Argentina no X (10/08/2026).