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Livro revela que Zaffaroni rejeitou mais de 95% dos habeas corpus durante a ditadura argentina

14/06/2026 12:30 - Politica

Un libro abierto sobre un escritorio de juzgado con documentos legales y una balanza de justicia

Uma investigação que interpela o maior referente do direito penal argentino

O advogado bahiense Mario Augusto Fernández Moreno, secretário do Juizado Federal N° 1 de Bahía Blanca há 18 anos, apresentou seu segundo livro intitulado "Zaffaroni em três atos. De jurista prodígio a mito fascista", uma obra que examina criticamente a trajetória do controverso jurista argentino Eugenio Raúl Zaffaroni.

Contexto para leitores brasileiros

Eugenio Raúl Zaffaroni é considerado um dos juristas mais importantes da América Latina em direito penal. Foi juiz da Corte Interamericana de Direitos Humanos e ministro da Corte Suprema da Argentina (2003-2015). Sua obra teórica influenciou gerações de advogados em todo o continente.

A investigação, publicada pela editorial Atelier em formato "Open Access" (acesso aberto gratuito), explora as contradições entre a defesa pública dos direitos humanos que caracterizou Zaffaroni e sua prática judicial durante a última ditadura militar argentina (1976-1983).

Os habeas corpus rejeitados durante a ditadura

Uma das descobertas mais impactantes da investigação revela que Zaffaroni, durante sua atuação como juiz na última ditadura, rejeitou mais de 95% dos habeas corpus que tramitaram em seu juizado. O livro documenta, "um por um e folha por folha", cada um desses casos.

O que é Habeas Corpus?
É um recurso legal que protege a liberdade pessoal contra detenções arbitrárias. Durante as ditaduras militares na América Latina, era fundamental para tentar proteger pessoas sequestradas ilegalmente pelo Estado.

Dado escalofriante: 46 pessoas cujos habeas corpus foram rejeitados por Zaffaroni terminaram mortas ou desaparecidas, segundo consigna a investigação.

Fernández Moreno contou ao jornal La Nueva que o trabalho "confronta o desfecho fatal das vítimas da repressão ilegal" com as decisões judiciais daquele período.

O fio condutor da obra

O autor identifica uma evolução nos posicionamentos de Zaffaroni:

  • Primeira etapa: Um "fascismo de direita" durante a ditadura, com vinculação a setores do peronismo como a Tríplice A (Aliança Anticomunista Argentina) e os militares.
  • Segunda etapa: Um posterior "fascismo de esquerda" durante o kirchnerismo na democracia.
O que foi o kirchnerismo?

Movimento político argentino liderado por Néstor Kirchner (2003-2007) e Cristina Fernández de Kirchner (2007-2015), caracterizado por políticas de direitos humanos e julgamento de crimes da ditadura.

Repercussão internacional

A obra "explodiu literalmente em poucas horas", segundo seu autor. Graças ao formato Open Access da editorial Atelier, é possível ver em tempo real os downloads e sua procedência geográfica.

Países com downloads
Argentina, Espanha, Peru, México, Equador, Chile, Venezuela, Colômbia, Bolívia, Alemanha

Mais de 540 downloads foram registrados nos primeiros dias desde sua publicação.

Perfil do autor

Mario Augusto Fernández Moreno é advogado formado pela Universidade del Salvador (Argentina), com sólida formação acadêmica:

  • Mestre em Direito Penal pela Universidade de Sevilha (Espanha)
  • Diplomado internacional em Direitos Humanos e na Corte Penal Internacional (International University For Global Studies da UNESCO, Venezuela)
  • Pós-graduado em Direito Internacional Humanitário da UNS

Atua como secretário do Juizado Federal N° 1 de Bahía Blanca desde 2008 e integra as listas de conjuízes para substituir o Tribunal Oral no Criminal Federal de Bahía Blanca e o de General Roca.

Outros temas abordados

A investigação também aborda:

  • Papel do Poder Judiciário durante a ditadura
  • Utilização dos direitos humanos pelo kirchnerismo
  • Conexões de Zaffaroni com a política
  • Uso das causas de crimes contra a humanidade como fator de pressão
O que é lawfare?

O livro também analisa como Zaffaroni se converteu no maior teórico do conceito de "lawfare" (guerra jurídica), uma estratégia defensiva que o autor considera elevada a "categoria de dogma científico" para proteger políticos acusados de corrupção. O termo refere-se ao uso do sistema judicial como arma política.

Uma obra de denúncia?

Este livro convida a uma reflexão profunda sobre o papel dos juízes em tempos de terrorismo de Estado, questionando as contradições entre o discurso acadêmico e a prática judicial. Uma contribuição valiosa para a memória e a justiça na América Latina.

Fonte: La Nueva

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