22/06/2026 15:39 - Politica
Docentes de AGMER manifestándose frente al Senado de Entre Ríos con banderas gremiales y carteles de rechazo a la reforma previsional
Contexto para leitores internacionais: A Argentina enfrenta uma crise econômica crônica com taxas de inflação entre as mais altas do mundo. Os trabalhadores públicos, incluindo professores, sofrem com a perda constante do poder de compra. Neste cenário, a província de Entre Ríos (equivalente a um estado no Brasil) vive um momento decisivo.
AGMER (Asociación Gremial del Magisterio de Entre Ríos) é o principal sindicato de professores desta província argentina. Equivalente, no Brasil, aos sindicatos como o SINPEEM ou APEOESP. Representa milhares de docentes que trabalham tanto em escolas estaduais quanto municipais.
Segundo a secretária adjunta do AGMER, Lía Fimpel, os professores receberam um aumento por decreto de apenas 3,5%, enquanto a inflação acumulada já atinge 16,7%.
Na Argentina, 'aumento por decreto' significa que o governo impôs o reajuste unilateralmente, sem negociação com os sindicatos.
O governador Rogelio Frigerio enviou ao Senado provincial um projeto de reforma da Caja de Jubilaciones (equivalente ao INSS brasileiro). As principais mudanças propostas geram forte resistência:
| Ponto da reforma | Situação atual | Proposta |
|---|---|---|
| Idade de aposentadoria | Variável | 65 anos (68 para novos contribuintes) |
| Anos de contribuição | 30 anos | 35 anos computáveis |
| Cálculo do benefício | Base móvel | 82% sobre as últimas 240 remunerações |
| Aporte extraordinário | Não existe | A partir de $3 milhões (escalonado até 8%) |
O debate legislativo incluirá depoimentos de prefeitos (chamados 'intendentes' na Argentina) e especialistas:
A Multisectorial em Defesa da Caja de Jubilaciones mantém um acampamento na Plaza Mansilla (praça central de Paraná, capital da província) e convocou manifestações em várias localidades.
"A reforma é regressiva em matéria de direitos e afetará tanto trabalhadores ativos quanto aposentados" — declarou o AGMER em comunicado oficial.
Um ponto central do conflito. Na Argentina, os governos frequentemente oferecem adiantamentos salariais não remunerativos — valores pagos 'por fora' do salário oficial. O problema? Não contam para aposentadoria, não geram férias proporcionais e prejudicam o trabalhador no longo prazo. Os sindicatos rejeitam essa prática.
O senador que preside a comissão informou que esperam elaborar o ditame (parecer legislativo) na primeira ou segunda semana de julho, após finalizarem as audiências públicas.
Fontes: Elonce | Uno Entre Ríos | Entre Ríos Ahora
Alfredo S. Quiroga