08/07/2026 21:47 - Politica
A província de Buenos Aires (a mais populosa da Argentina, com mais de 17 milhões de habitantes) seria o palco de um avanço importante. O governo local, liderado por Axel Kicillof, teria alcançado um acordo fundamental com os sindicatos de professores e o pessoal da 'Ley 10430' (uma lei que regula os funcionários públicos provinciais). Após semanas de diálogo, foi selado um aumento salarial de 7% que renova a esperança e o compromisso com os trabalhadores da educação.
De acordo com fontes oficiais, o incremento seria escalonado: 5% em julho e 2% adicional em agosto, ambos calculados sobre os salários do mês de junho. Este acordo representa um esforço significativo do Estado provincial para manter o poder de compra diante de uma inflação que, segundo os registros, teria sido de 2,1% no geral, com 2,5% em alimentos e 2,6% em serviços.
O caminho rumo a este acordo teria sido desafiador. Em 1º de julho de 2026, os sindicatos da Frente de Unidade Docente (incluindo o SUTEBA, o maior sindicato docente da região, além de FEB, UDOCBA, AMET e UDA) realizaram uma greve que, segundo suas estimativas, alcançou 95% de adesão, marcando um ponto de inflexão. Em 3 de julho, o Executivo provincial ofereceu um aumento de 2,5%, que foi rejeitado. No entanto, a vontade de dialogar prevaleceu, e nesta quarta-feira chegou-se a uma proposta integral respaldada pela maioria das associações sindicais.
O acordo não é apenas salarial. Teria sido incorporada uma Adenda ao Acordo Parlamentar para a prevenção, erradicação, proteção e reparação por atos de violência e assédio contra o pessoal docente. Casos graves serão tratados em uma 'Mesa Ad Hoc'. Além disso, será lançada a campanha 'Cuidemos a quienes enseñan' (Cuidemos de quem ensina), promovendo a conscientização e a corresponsabilidade entre a escola e as famílias.
Para os trabalhadores estatais abrangidos pela Ley 10430, o acordo contempla a transição para cargo permanente do pessoal ingressado entre 2024 e 2025, concedendo uma sonhada estabilidade laboral. Também se prevê a modificação dos processos de seleção para cargos de chefia, buscando maior transparência, e a formação de mesas técnicas para continuar melhorando as condições de trabalho.
O ministro da Economia da Província, Pablo López, teria expressado sua satisfação com o acordo, valorizando o enorme esforço salarial em meio ao contexto financeiro. Por sua vez, o ministro do Trabalho, Walter Correa, destacou o valor político da proposta integral, assinalando que demonstra que com diálogo e negociação coletiva é possível ampliar direitos e colocar os trabalhadores no centro das políticas públicas.
Fonte original: Infobae
Alfredo S. Quiroga