10/07/2026 19:15 - Economia
Para quem acompanha o mercado sul-americano, a Argentina se posiciona como o quarto maior produtor de pick-ups médias do mundo, superado apenas por Estados Unidos, China e Tailândia. Esta liderança reflete uma forte tradição local ligada às atividades agropecuárias, minerárias e petrolíferas, além das exportações regionais.
Atualmente, são fabricadas no país 51 versões diferentes de caminhonetes médias entre Toyota, Ford, Volkswagen, Fiat e Ram. Para 2027, este cenário se enriquecerá com a incorporação da Renault Niagara e a tão esperada eletrificação das três marcas líderes: Toyota, Ford e Volkswagen.
Parece ser a marca mais adiantada na transição. O investimento em sua planta em Zárate já está em execução e estima-se que a primeira unidade da nova geração sairá em janeiro de 2027.
A tecnologia utilizada seria Mild-Hybrid (híbrido suave), combinando seu motor diesel tradicional com assistência elétrica, descartando a opção 100% elétrica ou híbrida plugável devido ao volume de produção regional que a planta maneja.
A Ford já tem o modelo definido: a Ranger PHEV (híbrida plugável), que atualmente é fabricada na África do Sul para a Europa e começará a ser produzida em General Pacheco em 2027.
Antes deste lançamento, a marca do ovalo poderia apresentar no início do ano a Ranger Tremor, uma versão a gasolina de alta potência que também será fabricada localmente.
A VW está realizando a maior transformação: uma caminhonete completamente nova fruto de uma Joint Venture com a SAIC na China. Isso exigiu um investimento de 580 milhões de dólares.
Segundo adiantou o presidente da VW Argentina, Marcellus Puig, a nova Amarok chegará ao mercado no final do primeiro trimestre de 2027, incluindo uma versão híbrida plugável que substituirá a atual V6 como a mais potente.
A aposta pela eletrificação não apenas moderniza o parque automotor nacional, mas consolida a Argentina como um centro exportador crucial. A Toyota Hilux, por exemplo, é o veículo mais vendido em 19 países da América Latina, absorvendo 80% da produção de Zárate.
Fonte: Infobae
Alfredo S. Quiroga