21/07/2026 04:17 - Internacionales
De acordo com relatos de veículos como DW, La Nación e Infobae, a tempestade começou em 15 de julho de 2026 e atingiu com especial força as regiões desérticas de Coquimbo e Atacama, no norte e centro do Chile. A Direção Meteorológica do Chile (DMC) classificou o evento como um dos mais significativos dos últimos anos, impulsionado pelo fenômeno climático 'El Niño', que aquece as águas do Pacífico e altera os padrões de chuva em toda a América Latina.
O viceministro do Interior, Máximo Pavez, detalhou que o volume de chuva de um mês inteiro caiu em apenas uma hora, classificando as precipitações como anormais e extremas. Ventos que superaram os 100 km/h, com picos de até 160 km/h segundo o jornal El Día, provocaram marés anormais e restrições preventivas em dezenas de portos.
O presidente José Antonio Kast decretou estado de catástrofe na região de Coquimbo e na província de Huasco. Esta medida constitucional permite:
O sistema frontal também se faz sentir no lado argentino. O fenômeno se replica na forma de nevascas históricas e forte vento branco na zona da Cordilheira dos Andes, com especial impacto na província de Mendoza e no norte da Argentina.
Desde 14 de julho de 2026, permanece fechado o passo de fronteira do Cristo Redentor, o principal túnel rodoviário que conecta Mendoza ao Chile. Para os motoristas que precisam cruzar a fronteira, as autoridades recomendam utilizar o Passo Internacional Pino Hachado, localizado na província de Neuquén, mais ao sul, que se encontra totalmente operacional para todos os tipos de veículos.
Apesar das previsões de um período de chuvas acima do normal no segundo semestre do ano na Argentina, as autoridades estão fortalecendo as estruturas de defesa civil e ajustando as políticas hídricas para minimizar qualquer impacto eventual. A cooperação entre os países andinos garante que as alternativas turísticas e comerciais permaneçam seguras e viáveis.
Alfredo S. Quiroga