21/07/2026 10:26 - Internacionales
Em 24 de junho de 2026, a Venezuela enfrentou uma das piores tragédias naturais de sua história recente. Um duplo terremoto, com magnitudes de 7,2 e 7,5 na escala de Richter, abalou o norte do país com apenas 39 segundos de diferença. O epicentro foi localizado no estado costeiro de La Guaira (região litorânea vizinha a Caracas, a capital venezuelana), afetando também Caracas e estados próximos como Miranda, Aragua e Carabobo.
Quase um mês depois, conforme informado em 21 de julho de 2026 por meios de comunicação como o Infobae, o balanço oficial comunicou uma dolorosa cifra de 5.278 mortos, mantendo 16.740 feridos e registrando 6.462 pessoas resgatadas com vida. Embora a dor seja imensa, a resposta humanitária tem sido um farol de esperança.
O desastre deixou danos em mais de 856 edifícios, dos quais 190 desabaram completamente. A Organização das Nações Unidas (ONU) estimou que as perdas físicas diretas chegam a 37 bilhões de dólares. Atualmente, 23.587 pessoas encontram-se refugiadas em 107 acampamentos transitórios, recebendo assistência médica e alimentos.
A isso somam-se mais de 1.388 réplicas sísmicas registradas pela Fundação Venezuelana de Investigações Sismológicas (Funvisis), que mantêm viva a tensão, mas não detêm o trabalho das equipes de resgate e recuperação.
| Mortos | 5.278 |
| Feridos | 16.740 |
| Resgatados com vida | 6.462 |
| Vítimas em acampamentos | 23.587 |
| Edifícios desabados | 190 |
| Edifícios afetados | 856 |
| Atendimentos médicos | 39.935 |
Fontes: Infobae, La Nación, Cadena 3.
Dada a magnitude do desastre, o desdobramento de ajuda foi monumental. No terreno operam 2.278 socorristas internacionais, apoiados por 30.989 efetivos venezuelanos e um impressionante exército de 31.745 voluntários. A distribuição de suprimentos alcançou números recordes: foram distribuídos 35,6 milhões de litros de água potável e cerca de 11.000 toneladas de alimentos nas áreas afetadas, atendendo a quase 40.000 pessoas no sistema de saúde.
Para financiar a reconstrução, a presidente interina Delcy Rodríguez anunciou o acesso a 346 milhões de dólares de seus próprios recursos no Fundo Monetário Internacional (FMI). Trata-se de um tramo de reserva que não gera nova dívida para o país. Esses fundos serão destinados à habitação, infraestrutura e serviços públicos essenciais.
Além disso, o governo lançou um plano habitacional que promete entregar 4.000 moradias antes de dezembro de 2026, com adjudicações mensais. Para 2027, a meta supera as 10.000 moradias, incluindo a recuperação de edifícios inconclusos.
Enquanto as equipes de resgate passam para a fase de recuperação de corpos e remoção de escombros, iniciou-se a fase de reconstrução com 9.055 moradias já em processo de reparação. O governo calcula que serão necessárias 25.000 moradias para realocar todas as famílias afetadas.
A oposição política também somou propostas, como o plano do partido Primero Justicia para aplicar o modelo japonês de gestão sísmica em La Guaira, que inclui reciclagem de escombros e microzoneamento do solo, demonstrando que diante da tragédia, a unidade é o primeiro passo rumo à recuperação.
Alfredo S. Quiroga