22/07/2026 04:34 - Internacionales
O governo de Donald Trump prepara-se para implementar uma nova arquitetura tarifária antes do vencimento, na sexta-feira 25 de julho de 2026, da tarifa global temporária de 10%. Esta medida buscará substituir os gravames anulados pela Corte Suprema no início do ano e atingirá 60 parceiros comerciais com o argumento de combater o trabalho forçoso, segundo informaram fontes como Infobae e Ámbito.
A Casa Branca utilizará a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 (uma norma americana que permite impor sanções comerciais a países que violam práticas justas) para aplicar dois níveis de sobretaxas:
O Canadá enfrenta a medida mais drástica, com uma tarifa de 50% sobre produtos como vinho, laticínios, cimento e móveis, afetando cerca de 20 bilhões de dólares em comércio. Esta medida baseia-se na Seção 338 do Arancel de 1930 (uma lei que permite impor taxas discriminatórias a nações que tratam produtos americanos injustamente) e entrará em vigor no dia 19 de agosto. O primeiro-ministro Mark Carney (líder do governo canadense) classificou a medida como uma violação do T-MEC (Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá), mas adotou uma postura proativa, buscando intensificar e acelerar as negociações para um acordo integral, enquanto promove a diversificação comercial do Canadá pelo mundo.
O Brasil sofreu a entrada em vigor de uma tarifa de 25% sobre a maioria de seus produtos (exceto café, carne bovina e peças aeronáuticas) na terça-feira, 21 de julho. O presidente Lula da Silva (líder do governo brasileiro) rejeitou a medida e anunciou que a contestará na Organização Mundial do Comércio (OMC) (órgão internacional que regula o comércio global), destacando o superávit comercial histórico dos EUA com o Brasil. Avalia-se a possibilidade de somar mais 12,5%, o que levaria a carga total a 37,5%.
Apesar da tensão, os líderes dos países afetados buscam soluções diplomáticas e o fortalecimento de suas alianças com outras regiões. Carney, por exemplo, conta com amplo apoio interno para resistir à pressão e construir acordos justos, demonstrando que diante dos desafios comerciais, a diversificação e a firmeza abrem portas para um futuro econômico mais esperançoso e independente.
Alfredo S. Quiroga