22/07/2026 09:55 - Politica
No dia 22 de julho de 2026, o Governo argentino oficializou no Boletim Oficial (o diário oficial onde são publicadas as leis e atos do Executivo) a designação de 29 magistrados, promotores e defensores públicos, além de seis juízes federais substitutos. As nomeações recaem sobre cargos em diversas jurisdições do país, incluindo Buenos Aires, Tucumán, Chaco, Salta, Mendoza, Corrientes e Misiones.
Uma das nomeações mais destacadas é a de Juan Tomás Rodríguez Ponte, que assumirá como titular do Juízo Federal Penal e Correcional N° 2 de Lomas de Zamora (uma importante comarca na região metropolitana de Buenos Aires). Este juízo tem uma jurisdição de alta sensibilidade, pois tem ingerência sobre o Aeroporto Internacional de Ezeiza (o principal aeroporto internacional do país) e o complexo penitenciário federal da zona.
Rodríguez Ponte, que se desempeñou como secretário do juiz federal Ariel Lijo, herdará processos de grande repercussão midiática e política. Entre eles, encontra-se a investigação por suposto enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro que envolve o ex-chefe de Gabinete da província de Buenos Aires, Martín Insaurralde, e sua ex-parceira Jesica Cirio.
Além disso, o juízo intervém no caso que investiga supostas irregularidades vinculadas com a AFA (Associação do Futebol Argentino, equivalente à CBF no Brasil) e a financeira Sur Finanzas, onde se encontra indiciado o empresário Ariel Vallejo, apontado por seus supostos vínculos com o presidente da entidade, Claudio 'Chiqui' Tapia.
No norte do país, o Governo nomeou Patricio Nicolás Sabadini como promotor federal da Unidade Fiscal de Resistencia, em Chaco (uma província ao norte da Argentina). Sabadini alcançou notoriedade por seu trabalho em investigações de forte repercussão pública, como o caso por notas fiscais apócrifas que atingiu o empresário Lázaro Báez, e processos vinculados a Emerenciano Sena, Marcela Acuña e ao ex-governador de Chaco, Jorge Capitanich.
Outra nomeação chave foi a de Ángel Roger Luna Roldán, designado como juiz de Câmara do Tribunal Oral Criminal Federal de Tucumán (uma instância superior na província de Tucumán). Cabe destacar que sua candidatura havia recebido impugnações durante o tratamento dos currículos no Senado da Nação.
Este movimento na Justiça Federal ocorre no marco do retorno do Governo nacional à sua agenda política após o término da Copa do Mundo de Futebol de 2026. Recentemente, a Mesa Política oficialista se reuniu para impulsionar reformas prioritárias como a Lei de Inocência Fiscal e a Reforma Eleitoral, consolidando a ação do Executivo em distintas áreas do Estado.
Fonte: Elonce.com
Alfredo S. Quiroga